A polêmica que envolve os loot boxes nos videogames ganhou mais um capítulo – e mais um inimigo. Segundo relatório da Câmara dos Comuns, o Parlamento do Reino Unido, loot box deveria ser considerado “aposta” ou “jogo de azar” e ser imediatamente proibido para os mais jovens por se tratar de algo que “viciante”.
O relatório foi feito pelo do comitê digital, cultural, de mídia e esporte (conhecido pela sigla em inglês DCMS) do Reino Unido nesta quinta-feira (12), após um período de audiências parlamentares com empresas de tecnologia da indústria dos videogames.
Segundo o relatório, o loot box devem ser classificados como aposta e conter uma classificação etária para adultos.
Damian Collins, presidente do comitê, disse: “loot boxes são lucrativas para empresas de jogos, mas têm um alto custo, principalmente para jogadores com tendências a vícios. Comprar um loot é como participar um jogo de azar e já é hora da leis nesse caso serem cumpridas. Questionamos o governo a explicar por que as loot boxes são isentas da Lei de Apostas”
Faz parte do relatório uma pesquisa realizada pela Comissão de Apostas em 2018, que constatou que 31% das crianças do Reino Unido de 11 a 16 anos já compraram loot boxes. Um caso, usado como exemplo, apontou que um jogador gastou até mil libras esterlinas por ano em Fifa, pois queria jogadores melhores para seu time no modo Ultimate Team.
A BUSCA POR ITENS RAROS
A polêmica que envolve o loot box já causou sua proibição ou regulamentação em diversas partes do globo, como Bélgica, Holanda e Austrália.
O loot box é um item que faz parte de alguns jogos e que rende recompensas aos jogadores ao serem comprados ou conquistados. A natureza das recompensas não é garantida, pois há uma probabilidade em jogo. Cada loot box possui uma porcentagem de chance para o jogador receber um item menos ou mais valioso. Como não há uma garantia do item ter ser algo de alto valor, o loot box é considerado uma aposta.
