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Sem negociações em andamento, INTZ trata kNg no MIBR como especulação

kNg está focado em se classificar para o Major HLTV.org

Ainda na disputa por uma vaga no StarLadder Berlim, o INTZ se viu no centro dos noticiários após um site internacional publicar que kNg é alvo do MIBR. Dentro do clube tal notícia não passa de uma especulação. Ao ESPN Esports Brasil, o responsável pela equipe internacional Intrépida, Pedro Sancha concorda que “não tem como nenhum time no mundo não querer o kN”, mas afirma categoricamente que “hoje eu não tenho nenhuma conversa com nenhum outro clube [sobre o kNg]”.

"O status do kNg, hoje, no INTZ é ele sentadinho lá na Polônia treinando para a repescagem do Minor", diz o executivo rindo. O responsável pela equipe internacional Intrépida revela ainda que deixou claro “para todos os times que só falo sobre transferências após o Minor. Não há qualquer conversa em curso e está combinado se houver, somente após a seletiva”.

Questionado pela reportagem se, caso chegar algo do MIBR pelo kNg, o INTZ liberaria o jogador, o executivo responde que "só se pagarem multa. Faço caridade, mas só para quem precisa". Sancha revela ainda que organização fez um trabalho diferente com os jogadores em relação aos valores de rescisão.

“Tivemos uma conversa bem franca na assinatura dos contrato dos jogadore porque os times internacionais não precisam estipular valor de multa, mas quando se trata de uma empresa brasileira você tem que estipular. É uma coisa que até ensinamos aos jogadores, de nunca assinar um contrato sem multa porque se não você está refém do que o clube quiser. Conversamos com os jogadores e eles que escolheram as próprias multas”, explica.

RESOLVENDO O VISTO

Há cerca de dois anos kNg vem convivendo com problemas em relação ao visto americano. No início deste ano, inclusive, o jogador desfalcou a INTZ na disputa da nona temporada da ESL Pro League (EPL). Em 2017, quando ainda vestia a camisa da Immortals, o brasileiro chegou a ser barrado pela imigração norte-americana.

“Eles descobriram que eu estava jogando pela Immortals e meu visto de trabalho (que por sinal estava demorando) não estava pronto. [Eu] estava entrando [nos Estados Unidos] com o visto de turismo”, escreveu. “Barraram a [minha] entrada e tive que voltar para o Brasil. Fiquei por dois dias lá na imigração até conseguir voltar. Foi muito cansativo”, escreveu kNg numa nota publicada na época.

O responsável pela equipe internacional do INTZ afirma que a organização vem trabalhando na solução deste problema há oito meses: “Os casos de kNg e destiny possuem solução e acho que, em relação ao kN, tem muita história. Foi criado uma lenda em relação a ele”,

De acordo com o executivo, o status dos jogadores em conseguirem ter o visto americano “depende da entrevista no consulado, que ainda não aconteceu. Estamos trabalhando com vários escritórios diferentes, pegando várias opiniões. O problema do destiny é um e o do kN, outro. O kN teve problemas com organizações estrangeiras”.

O FOCO É O MAJOR

Terceiro colocado no Americas Minor, o INTZ continua vivo na luta por uma vaga no Major. Para isto, precisa vencer apenas uma série na repescagem do Major. O adversário Intrépido será o time de terceira melhor campanha da seletiva destinada a Comunidade dos Estados Independentes (CEI).

Sancha fala que a classificação da equipe para o StarLadder Berlim seria uma forma de todos os jogadores serem imortalizados no jogo por conta dos stickers. “Para nós é um sonho ver esses jogadores no Major porque é um grupo que dão sangue, ficam longe da família e já tiveram altos e baixos na carreira”.

O executivo revela ainda que ver o INTZ no Major seria uma realização pessoal: “Uma vez a gente fez uma reunião no clube em que eu abri meu coração e falei que uma das minhas metas é realmente entrar no Major. Eu quero ser a primeira organização brasileira a chegar no palco do Major. Esse é o nosso objetivo”.