Não será apenas pelas boas histórias que o Campeonato Brasileiro de League of Legends será lembrado. Desde a adoção do formato de liga, em 2015, o badalado CBLoL passou por momentos turbulentos muito por conta de polêmicas protagonizadas pelas equipes participantes.
A segunda etapa deste ano é simbólica por se tratar da 10ª edição da principal competição de League of Legends do País. Para comemorar este marco e relembrar um pouco da história do CBLoL, o ESPN Esports Brasil separou alguma das maiores polêmicas já vistas na liga nacional.
A (QUASE NÃO) IDA DE ESA PARA A KEYD
Já no ano de estreia da liga, uma grande novela surgiu entre as etapas do CBLoL 2015, tendo KaBuM, Vivo Keyd e esA como protagonistas. Se preparando para retornar ao competitivo após um período de banimento, o então atirador resolveu mudar de time. O que era para ser uma simples negociação acabou se tornando uma batalha judicial.
O imbróglio perdurou por quase um ano, sendo solucionado na primeira audiência. Na ocasião, as duas organizações entraram em acordo e a Keyd teve que pagar R$ 30 mil à KaBuM - o valor referente a multa rescisória do jogador, solicitado pelo próprio clube de Limeira no início do processo, era de R$ 95.506,08.
“RESPEITO E SERIEDADE”
Organização mais vitoriosa do CBLoL, com títulos em quatro das nove etapas disputadas, a INTZ também é uma das que mais viveu momentos embaraçosos na liga. O primeiro deles aconteceu ainda em 2015, com a surpreendente transferência de Loop para a paiN Gaming - caso este que deu vida ao jargão como “Respeito e Seriedade”.
Contratado em agosto, o suporte não ficou muito tempo vestindo a camisa Intrépida. Após quatro meses, Loop resolveu deixar a equipe para defender a paiN. Os responsáveis pela INTZ denunciaram o caso a Riot Games, que no final daquele ano classificou o caso como aliciamento e acabou punindo tanto a paiN, como o jogador.
Não demorou muito para a INTZ voltar aos noticiários. No início de 2016, eclodiu o caso envolvendo a INTZ Red. Para cumprir o regulamento do CBLoL, que passou a proibir uma organização sendo dona de dois participantes, os Intrépidos se viram na necessidade de vender uma das equipes, e a escolhida foi “B”.
Contudo, o processo de criação da Red Canids foi executado de uma forma a burlar as regras da desenvolvedora, com os proprietários do novo clube tendo relação íntima com a INTZ. Por conta disso, a Riot Games suspendeu os executivos Intrépidos por uma temporada. Foi nessa época que a Matilha passou a ser comandada por Felipe Corradini.
A terceira grande polêmica envolvendo a INTZ aconteceu com a investida da organização sobre o atirador da Red, Sacy - classificada pela Riot Games como tentativa de aliciamento. O caso aconteceu no final de 2016 e, novamente, os Intrépidos foram punidos com multa de R$ 5 mil e suspensão de um dos donos por 10 meses.
O INESQUECÍVEL HOSTEL
2017, sem sombra de dúvidas, é um ano de poucas boas lembranças para a KaBuM. A organização iniciou a temporada sendo parceira da IDM Gaming. Mas, por problemas envolvendo os Gorilas, a união não foi pra frente e a organização de Limeira voltou a ser responsável pela vaga do CBLoL. Sem muito tempo hábil para estruturar uma gaming house, o clube colocou os jogadores num hostel localizado em São Paulo - e lá as coisas pioraram.
Durante a disputa da primeira etapa, o então meio do time, Vash, fez uma denúncia pública sobre a falta de estrutura e má condições oferecidos pelo clube. O jogador foi acompanhado pelo treinador Neki, que acabou sendo demitido. No fim, a equipe findou e etapa sendo rebaixada para o Circuito Desafiante.
