A Riot Games também se pronunciou sobre o caso de racismo envolvendo um dos investidores da Echo Fox.
Comissário da liga norte-americana de League of Legends (LCS), Chris Greeley utilizou a conta oficial do LoL Esports para explicar que a Riot realizou uma investigação preliminar sobre os supostos comentários racistas de um acionista da Echo Fox e que a organização tem 60 dias para “tomar a ação corretiva apropriada” ou corre riscos de sofrer represálias dentro da liga.
“Discurso de ódio, ameaças e fanatismo não têm lugar no LCS. Nós orientamos a Echo Fox a tomar as ações corretivas apropriadas dentro de 60 dias”, escreveu. “Se a Echo Fox não tomar nenhuma ação para remover quaisquer indivíduos cujos atos violem as regras e acordos da Liga dentro do período de tempo requerido, a Liga tomará medidas formais que podem afetar adversamente o futuro da Echo Fox na LCS”.
If Echo Fox does not take action by removing any individuals whose actions violate League rules and agreements within the required time period, the League will take formal action that may adversely impact the future of Echo Fox in the LCS. -Chris Greeley, LCS Commissioner (2/2)
— lolesports (@lolesports) May 15, 2019
O caso da Echo Fox veio à tona no fim de abril, quando o fundador da equipe, Rick Fox, anunciou em um e-mail obtido pela imprensa que estava vendendo sua parte na empresa devido ao uso de linguagem racista por um investidor da empresa-mãe da organização.
Na época, a Echo Fox confirmou o caso e disse que “um parceiro limitado (...), que não é funcionário, oficial ou diretor (...) usou um epíteto racial para se dirigir a indivíduos tanto verbalmente, quanto por e-mail”. A organização também afirmou que a mesma pessoa utilizou o mesmo tipo de linguagem com o próprio Rick Fox e que, ao saber de tudo, “fez várias exigências ao investidor infrator, incluindo a dissociação do investidor da empresa, e estamos continuando a trabalhar diligentemente para esse fim”.
No início deste mês, Rick Fox anunciou que continuará na organização somente se o acionista sair. “Tenho parceiros incríveis, investidores, patrocinadores que não defendem esse tipo de comportamento”, disse Fox ao TMZ. “Esta tem sido a minha vida. Esta tem sido a minha paixão. Eu não estou querendo ir a lugar nenhum, mas não vou continuar no negócio com um racista. Eu simplesmente não vou”.
Fontes da Echo Fox e da Riot Games disseram à ESPN que o investidor que Fox está se referindo é Amit Raizada, que teria utilizado a palavra que começa com letra “n” (uma expressão racista em inglês) para descrever Jace Hall, CEO da organização, durante uma disputa interna.
Raizada é sócio da “empresa-mãe” da Echo Fox, a Vision Venture Partners, e fundou a organização junto com Rick Fox e Khalid Jones em 2015, segundo uma entrevista de Fox à ESPN em agosto de 2018.
“Começou com a Amit e eu realmente se interessando na compra da Gravity”, contou ele na época. “Khalid Jones também fez parte disso. Esses eram os caras que estavam na casa de Amit, nas colinas [de Hollywood], planejando em como entrar no esports de maneira responsável e respeitosa”.
Com o comunicado da Riot, e contando os dias corridos a partir de sua data de publicação, a Echo Fox tem até 13 de julho para resolver o caso. A segunda etapa da LCS 2019, da qual a organização faz parte como equipe franqueada, começa em 1º de junho.
