<
>

Guia: Conheça os oito classificados para a final da R6 Pro League 9

Gui Caielli/Ubisoft

Na última quarta-feira (24), a etapa LATAM da Pro League de Rainbow Six: Siege foi finalizada — e, com ela, os últimos classificados para a final mundial foram revelados. Pela segunda vez consecutiva, Immortals e FaZe Clan serão os representantes brasileiros (e latinoamericanos) no torneio internacional, que teve a FaZe como vice na última edição.

Com a definição, o ESPN Esports Brasil preparou um guia para que você conheça todos os times que podem enfrentar os brasileiros na grande final. No torneio eliminatório, os oito times serão organizados em mata-mata — quartas de final no dia 18 de maio e semifinais e grande final no dia 19 de maio. O sorteio que revelará as chaves das quartas de final acontecerá em breve.

EUROPA - Team Empire

O Team Empire vem para a nona edição da Pro League em uma crescente notável. Praticamente novato no cenário de Rainbow Six, a Empire entrou no circuito oficial da Ubisoft ao vencer em novembro a última edição da Challenger League, segunda divisão do jogo, conquistando assim sua vaga na liga oficial europeia.

Convidados para a Dreamhack Winter no mesmo ano, o time chegou às semifinais e ficou em terceiro lugar caindo apenas para a G2, multicampeã mundial e vencedora do torneio.

A boa fase da Empire foi solidificada em sua expressiva campanha no Six Invitational 2019, maior major da modalidade. Chegando ao torneio através da classificatória aberta, os russos passaram sem grandes dificuldades por times veteranos no circuito — inclusive, eliminando Immortals e Liquid do campeonato. Mais uma vez, a Empire caiu apenas para a G2 na grande final, consagrando-se vice.

Na Pro League Europeia, a G2 tropeçou e finaliza a temporada próxima do quinto lugar, distante da classificação para a final. A Empire, no entanto, empatou duas vezes durante a fase de pontos com o time que mais venceu campeonatos de Rainbow Six na história, e classificou-se em primeiro lugar com 9 vitórias, 2 empates e duas derrotas.

Os russos do Team Empire, portanto, chegam à final da Pro League com a bagagem de terem sido o melhor time da temporada na região de possível mais alto desempenho do mundo. O único time que separou-os do título do Six Invitational foi a G2 — que caiu no meio do caminho para Milão. Os líderes da Pro League Europeia são, sem dúvida, um dos favoritos ao título.

EUROPA - LeStream Esport

Apesar de não ter a mesma consistência em resultados que a Empire, a LeStream vem também de uma campanha expressiva na Pro League Europeia. Com 8 vitórias, 2 empates e 3 derrotas na temporada regular, o time revela crescente em desempenho desde o último torneio internacional.

Em fevereiro, o time disputou o Six Invitational e sofreu apagão no palco internacional, caindo ainda na fase de grupos, sem vencer sequer uma partida no major. Na Dreamhack Winter, campanha parecida — apesar do grupo fácil, apenas uma vitória na fase de grupos, sem conseguir se classificar para as eliminatórias.

O quinteto, no entanto, passa longe de ser inexperiente. Três dos jogadores fizeram parte da antiga escalação da Millenium — que, na Pro League 7, caiu apenas para a Team Liquid que viria a ser campeã. O time ainda foi campeão da Dreamhack Austin e disputou o Six Major Paris.

Em nova organização, os europeus prometem dar trabalho para seus adversários e reverter a campanha que deixou a desejar nos últimos torneios internacionais.

AMÉRICA DO NORTE - Evil Geniuses

O quinteto que tem Canadian como capitão busca, mais uma vez, o título como redenção dos resultados abaixo da média que têm entregue à torcida. Favoritos da América do Norte em todos os torneios que disputam, a EG, no entanto, têm apresentado resultados abaixo da média.

Apesar da boa performance em sua região, é frequente que a Evil Geniuses aparente ter sofrido um “apagão” em etapas decisivas de torneios internacionais. Foi assim contra a FNATIC na última Pro League, contra a Rogue na Dreamhack Montreal e, mais recentemente, contra a Reciprocity no Six Invitational.

O time do astro Canadian tem como desafio mostrar que realmente era o melhor representante para a América do Norte do torneio — visto o sufoco na classificação em uma das ligas regionais mais parelhas do mundo.

AMÉRICA DO NORTE - DarkZero Esports

A escalação da DarkZero é o antigo quinteto da SK Gaming, com a modificação do coach BC no lugar de Pojoman. Apesar da classificação, o time não aparenta ter bagagem ou gameplay para bater de frente com os adversários mais fortes — mas os novatos no circuito principal podem surpreender.

Com participações em alguns torneios como a Dreamhack Montreal e a classificatória para o Six Invitational, o quinteto da DarkZero aparenta boa fase e crescente, mesmo que não efetivamente expressivas. É importante manter os olhos no flex player Jarvis, canadense destaque da equipe e responsável por boa parte da identidade do time norte-americano.

AMÉRICA LATINA - FaZe Clan

Apesar da classificação ter acontecido nas últimas horas possíveis, a FaZe Clan já provou que está preparada para o que a espera em Milão. A escalação vice-campeã da última Pro League conta, para a temporada 2019, com a saída de Hsnamuringa, substituído pelo entry fragger em ascensão ion, e da adição do técnico Twister, ex-Ninjas in Pyjamas.

A FaZe tem claramente um dos quintetos mais fortes da modalidade no Brasil — o que não necessariamente alivia as expectativas dos torcedores brasileiros. No último Major, o Six Invitational, a equipe performou muito abaixo do esperado, caindo na fase de grupos ao lado da NiP.

O time de Astro e yoona é uma das esperanças mais sólidas do Brasil na Pro League, por conta da crescente, do desempenho acima da média e do vice-campeonato recente, conquistado em novembro. Derrotas precoces e resultados abaixo, no entanto, podem significar tendências muito mais preocupantes para o cenário brasileiro do que para a própria FaZe.

AMÉRICA LATINA - Immortals

A Immortals também representou o Brasil na última Pro League, caindo, entretanto, para a campeã G2 logo na primeira chave. Assim como a FaZe, a Immortals também vem de um resultado abaixo do esperado no Six Invitational 2019. Na ocasião, os brasileiros caíram na fase de grupos em uma campanha visivelmente fraca no ponto de vista psicológico, em que o discurso do “perdemos para nós mesmos” prevaleceu, assim como os apagões e a gameplay abaixo da apresentada nas ligas brasileiras.

A equipe também vem de uma alteração na escalação, em que o reserva pX entrou no lugar de oNe, atualmente livre para negociações. Líder da fase de pontos da Pro League LATAM por boa parte da temporada, a Immortals terá o palco mundial como prova final de seu desempenho. Caso o quinteto consiga aplicar contra o restante do mundo a pressão de jogo que aplicou em solo brasileiro, nossa região tem um firme candidato às mais altas posições.

ÁSIA-PACÍFICO - FNATIC

A FNATIC foi a maior surpresa da última edição da Pro League — e a crescente do time australiano é de assustar os adversários. Na edição do Rio de Janeiro, o time praticamente aceitara a derrota após a ausência do capitão Magnet, diagnosticado com apendicite dias antes da grande final. Tentativas falhas de substituição em cima da hora fizeram com que o time subisse ao palco desfalcado.

O técnico Dizzle assumiu a responsabilidade e, na série mais impressionante do torneio, subiu ao palco ao lado de seus jogadores e eliminou a Evil Geniuses nas quartas de final. A chave seguinte era contra a G2, e os australianos, mesmo sem sua peça-chave, deram trabalho aos multicampeões mundiais.

Após o resultado, a FNATIC passou por uma leve reestruturação, em que Dizzle agora se ocupa mais ativamente dos treinos com sua equipe, Magnet passa por boa fase e Virtue e Speca foram contratados, substituindo o Neophyter e, bem, preparando a equipe para o caso de outra emergência.

O fato da APAC ser uma região desfavorecida e subestimada parece motivar a FNATIC a performar cada vez melhor em seus torneios internacionais, não falhando em se classificar. O último resultado foi uma queda nas quartas de final para os carismáticos japoneses da Nora-Rengo. Subestimar essa equipe — ou a outra representante APAC — é um erro gritante.

ÁSIA-PACÍFICO - Nora-Rengo

É possível que um time que se classifique constantemente para etapas mundiais e consiga cada vez resultados mais expressivos prossiga sendo visto como underdog no início dos torneios? Parece que sim quando o assunto é a Nora-Rengo — o que leva a surpresas infundadas de quem acompanha o cenário de Rainbow Six.

Os japoneses conquistam resultados cada vez melhores a cada torneio internacional. No Six Invitational, o palco principal vibrou com o mapa que a NR arrancou da Empire, vice-campeã do torneio, antes dos japoneses serem eliminados e terminarem em 3º/4º no major.

O time, no entanto, perdeu uma de suas estrelas recentemente. O carismático Wokka anunciou aposentadoria em março, sendo substituído por JJ. A equipe prossegue sendo a mais forte da região mesmo com a mudança, conquistando o primeiro lugar na qualificatória — resta saber se o quinteto continuará a crescente em palco internacional.