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Contando a história do competitivo nacional, "Brasil: A Nação do Rainbow Six" estreia nos canais ESPN

Até 2017, o cenário de esportes eletrônicos brasileiro vivia a polarização criada pelo crescimento sem tamanho do League of Legends e a eterna luta do Counter-Strike em se manter vivo. Outras modalidades até tiveram oportunidades de se consolidarem no competitivo nacional, mas nenhuma aproveitou tão bem a chance recebida como o Rainbow Six Siege.

É isto que mostra o documentário “Brasil: A Nação do Rainbow Six”, produzido pelos canais ESPN e disponibilizado com exclusividade no Watch ESPN a partir desta quarta-feira (13). O filme conta a paixão do brasileiro pelo FPS desenvolvido pela Ubisoft, mostra como os jogadores do País são vistos ao redor do mundo e fala sobre o investimento feito por organizações estrangeiras no cenário nacional.

Inspirado em esquadrões táticos das forças especiais ao redor do globo, Rainbow 6 Siege deu um passo além do “armar e desarmar a bomba”, com cenários destrutíveis e outras peculiaridades. Gradativamente o jogo foi sendo abraçado pelos clubes brasileiros e de fora do País, muito disso por conta da atenção e investimento feito pela Ubisoft.

Aos poucos, as equipes que ingressaram na modalidade começaram a mostrar que não era apenas em Counter-Strike que jogadores brasileiros tinham habilidade “para dar bala”. Logo no primeiro torneio internacional, o Six Invitational de 2017, atletas com a bandeira verde e amarela ganharam destaque ao conquistar o terceiro lugar perdendo para a equipe americana Continuum, que mais tarde ficaria com o título.

"O Brasil, no cenário do FPS, sempre foi grande desde a época do CS. Sempre fomos bons e esteve sempre no sangue do brasileiro esse negócio do FPS ser um destaque", analisa o técnico da Team Liquid, Adenauer "Silence" Alvarenga. O profissional afirma que "no Rainbow Six não poderia ser diferente", tendo em vista que o "brasileiro sempre levou a sério outros jogos competitivos, então é uma coisa que vem do nosso coração".

Engana-se aquele que pensa que a “medalha de bronze” conquistada pelo Peixe foi o único resultado expressivo por parte de uma equipe brasileira. Meses depois, pela quarta e sexta temporada, a Black Dragons acabou sendo vice-campeã da Pro League. O título de campeã veio um pouco mais a frente, em 2018, com a Team Liquid levantando o troféu da sétima edição da liga profissional.

O ano que passou foi bastante comemorado por aqueles que acompanham e trabalham no cenário nacional de Rainbow Six, muito por conta da chegada do quarteto estrangeiro formado por FaZe Clan, Immortals, Ninjas in Pyjamas (NiP) e Team Liquid, e do título conquistado pela formação liderada por Leo "ziG" Duarte.

"Acho que [2018] foi um ano superpositivo", aponta o gerente de esports da Ubisoft Brasil, que promete que "2019 vai ser ainda muito melhor" não só para a modalidade, como também para os esportes eletrônicos como um todo. O documentário “Brasil: A Nação do Rainbow Six” também é uma forma de celebrar a disputa do Six Invitational, torneio com premiação de US$ 2 milhões que vem sendo disputado, no Canadá, desde segunda-feira (11).