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Opinião: O que esperamos para os esports em 2019

Palco da final do Mundial de League of Legends de 2018 Divulgação/Riot Games

O ano de 2018 foi incrível para os esportes eletrônicos, mas chegou a hora de dar lugar para seu sucessor. 2019 chega com muita expectativa para o cenário competitivo em diversos games, com a promessa de muita emoção para times, jogadores e torcedores.

A Redação do ESPN Esports Brasil também possui suas projeções para o ano de 2019. Nós reunimos o que gostaríamos de conferir ao longo do ano, para que a temporada se torne ainda mais importante na história dos esports. Confira o que esperamos para o ano que se inicia.

CRESCIMENTO DO CENÁRIO FEMININO

Apesar das próprias jogadoras terem uma "armadura de ferro” e muita motivação para continuarem jogando em um nível profissional mesmo ouvindo muita ladainha, espero que em 2019 não ouça mais desculpas como “não dá para colocar uma menina morando numa gaming house com outros homens”. Temos visto conquistas importantes das mulheres no esporte eletrônico e espero que 2019 traga muito mais. Além da realização de torneios femininos e presenciais, é importante que as equipes pensem mais em buscar jogadoras talentosas para integrar times mistos - como Geguri, em Overwatch.

Ah, e não custa esperar que o Brasil volte a se sair bem internacionalmente no League of Legends e Dota 2, que o Alemão nos represente muito bem na Overwatch League e faça com que mais brasileiros sejam contratados.

-- Daniela Rigon

ÍDOLOS VIRTUAIS

Para os jogos de futebol, o ano de 2019 pode ser a consolidação do cenário competitivo e a popularização de grandes nomes do cenário como legítimos ídolos. Em FIFA 19, Mosaad "MsDossary" Aldossary, atual campeão, e representantes de clubes reais de futebol podem tomar a dianteira e se tornar os exemplos a serem seguidos. Em PES 2019, em especial, o Brasil pode ser essa referência. Se Guilherme "Guifera" abriu as portas em PES 2017, já há outros nomes em destaque no cenário e com vaga garantida no mundial do jogo, como Felipe "Mestre", Henrique “Henrykinho” Mesquita e a equipe Eliga Sul Stars, que conta com Guifera.

Nos jogos em si, há a chance de FIFA 10 ser o último game da franquia vendido com versão física. Em Pro Evolution Soccer 2020, a tática das grandes parcerias tem mostrado seu valor, principalmente com os torcedores dos clubes envolvidos. Por outro lado, espero que haja uma atualização mais regular de elencos, algo que a Konami precisa corrigir para ontem.

Nos demais games, Madden mostra um cenário competitivo forte, mas limitado aos EUA. Talvez, com a própria expansão da liga, com mais jogos fora dos Estados Unidos, possa facilitar o crescimento do esport do simulador de futebol americano fora de seu país de origem. Vale destacar também F1, da Codemasters, já que está alinhada com a principal categoria do automobilismo mundial. Caso haja maior publicidade, o circuito de esports de F1 possa dar maiores frutos.

-- Ricardo Caetano

MAIS LANS

Enquanto boa parte da torcida espera que a MIBR volte a trilhar o caminho da vitória, anseio por melhoras no cenário nacional. Não que eu não queira que o Brasil volte a ficar no topo do mundo, mas acho que poderíamos olhar internamente e buscar mais competições presenciais por aqui.

Este ano de 2018 provou que nossos talentos atuais ainda têm muito a dar e uma série de nomes promissores estão surgindo. Tivemos muitos times competindo pelo topo e, para boa parte das pessoas, esse foi o melhor ano do cenário local. Até vagas para torneios internacionais tivemos aos montes.

O que faltou mesmo foram algumas lans. O número deste ano foi bem próximo de 2017, mas ainda muito longe do ideal. Mesmo com a Gamers Club Masters fazendo uma série de seletivas presenciais, ainda falta resgatar a cultura de lans que o país tinha antigamente. Para 2019, torço para que jogadores e público tenham a chance de estar frente à frente em mais oportunidades.

-- Roque Marques

BRASIL SEM “MULETAS”

Sem exceção, todas as regiões do League of Legends ainda possuem problemas. Algumas mais do que as outras, é claro. Mas nenhum obstáculo pode ser usado como desculpa para nosso baixo rendimento. Eles devem ser ultrapassados. É isso que espero para 2019: que as equipes brasileiras larguem as muletas - sendo este o primeiro passo para irem bem em torneios internacionais

Nossa localização no globo é desfavorável? Sim, assim como os atuais estados de nossa economia e solo queue. É nítido que as equipes brasileiras não recebem os milionários investimentos vistos nos últimos meses em América do Norte, China, Coreia do Sul, Europa e Turquia e que o nível de nosso servidor é baixo, sendo a principal causa disso o fato de que não levamos as filas ranqueadas a sério

São empecilhos para o desenvolvimento do cenário? Sim. Contudo, não são as causas para a nossa baixa performance. Em 2019 as equipes brasileiras precisam largar essas muletas e focar mais no entendimento do jogo, no gameplay porque temos, sim, potencial para fazermos história no League of Legends.

-- Gabriel Melo