O DreamHack Open pode não ser a única série de torneios de esportes eletrônicos produzida pela DreamHack a ganhar uma edição brasileira. O comitê organizador possui a intenção de trazer o Brasil sua principal competição: o DreamHack Masters. Foi o que revelou o diretor-geral da DH no País, Filipe Rodrigues.
Questionado pelos jornalistas presentes na coletiva de imprensa que oficializou a DreamHack Rio, o executivo afirmou que os responsáveis pela DreamHack possuem a vontade de trazer a DreamHack Masters para o País. “É uma realidade muito próxima”, apontou o diretor-geral.
Ainda de acordo com Filipe Rodrigues, “a escolha da DreamHack Open” para abrir as portas do evento no Brasil “basicamente se sustenta no desejo em desenvolver não só os campeonatos profissionais, mas também a vontade de, por meio da DreamHack, dar oportunidade a amadores e semiprofissionais”.
Criada em 1994, a DreamHack tornou-se um dos principais eventos de esportes eletrônicos no mundo e, atualmente, conta com duas séries de torneios: DreamHack Open e DreamHack Masters.
No CS:GO, a DreamHack Open vem sendo produzida desde 2015 e, nas últimas duas temporadas, cada edição da série conta com premiação total de US$ 100 mil. Já a DreamHack Masters surgiu em 2016, com cada campeonato contando com a presença das principais equipes do cenário internacional e premiação de US$ 250 mil.
ESCOLHA DO PARQUE OLÍMPICO
Construído para ser a casa dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016, o Parque Olímpico será totalmente ocupado para a DreamHack Rio. O responsável pelo evento no Brasil explicou a escolha do local dizendo que “o Parque Olímpico tem, certamente, uma estrutura que tem vocação para grandes eventos, então a escolha naturalmente se deu pela sua infraestrutura e pelo seu legado”.
O executivo continua dizendo que “é uma oportunidade de utilizar esse legado” já que “o Rio de Janeiro fez muito esforço e nós precisamos respeitar esse esforço, principalmente o esforço tributário, o esforço financeiro. Escolher o Parque Olímpico é até um respeito ao cidadão contribuinte”.
Na coletiva de imprensa o diretor-geral da DreamHack no Brasil revelou também que a Autoridade de Governança do Legado Olímpico (AGLO), responsável pelo Parque Olímpico, cederá à DreamHack e a Federação do Estado do Rio de Janeiro de Esporte Eletrônico (FERJEE) um espaço para a construção das gamehouses das equipes, espaços que serão as "casas" dos times que participarão da DreamHack.
"Minha preocupação como diretor-geral da DreamHack no Brasil e também como um membro da comunidade de esports é que o negócio, a partir de agora, no Rio de Janeiro seja sustentável. Não devemos nos pegar pela emoção, mas precisamos tornar o negócio sustentável", finaliza o executivo.
