Um escritório de advocacia de Beverly Hills entrou com uma ação contra a Riot Games por discriminação de gênero na terça-feira (6) em nome de mulheres que trabalharam ou estão empregadas atualmente na desenvolvedora de League of Legends.
De acordo com a ação coletiva liderada por Rosen Saba, LLP, as demandantes estão pedindo indenização “por violações do Ato de Pagamento Equivalente da Califórnia e por discriminação, retaliação e assédio por causa de seu sexo / gênero". O processo surge após uma reportagem de agosto do Kotaku que revelou uma “cultura de brother" generalizada na empresa, expressão que Rosen Saba citou em sua ação.
"Essas mulheres foram negadas um salário e oportunidades equivalentes e foram desencorajadas a falar disso por ameaças de demissão", disse o escritório de advocacia em um comunicado. “Este processo permite-lhes a oportunidade de ter suas vozes ouvidas. Esperamos que mais mulheres tenham a coragem de dar um passo à frente e denunciar a Riot Games. Os dias de ambientes de trabalho sexualmente carregados, com preferência aos homens e parecendo uma fraternidade terminaram."
As autoras do caso incluem Melanie McCracken, uma funcionária atual da Riot e estrategista de comunicação interna e experiencial, segundo seu perfil no LinkedIn. Ela está na empresa desde 2013. Uma ex-funcionária, Jessica Negron, também é parte ativa no processo.
O processo tem uma série de metas além da indenização por danos, de acordo com a abertura dele terça-feira no Tribunal Superior do Estado da Califórnia. Entre os itens que o processo espera parar, segundo o documento, estão as alegadas práticas da Riot de:
1. Pagar às mulheres menos do que homens com situação semelhante. 2. Atribuir mulheres a empregos que a Riot Games não compensa tão altamente quanto os preenchidos por homens, mesmo quando as mulheres são igualmente qualificadas para os empregos mais remunerados. 3. Promover homens com uma situação semelhante e qualificados com mais frequência do que as mulheres que são igualmente ou mais qualificadas para a promoção. 4. Atribuir ou rebaixar as mulheres a cargos mais mal pagos do que os homens com situação semelhante, mesmo quando as qualificações dessas mulheres forem iguais ou superiores às qualificações dos homens. 5. Criar, encorajar e manter um ambiente de trabalho que exponha suas funcionárias à discriminação, assédio e retaliação com base em seu gênero ou sexo.
Entre os exemplos desse comportamento no processo está a alegação de Negron de que um ex-supervisor, Geoff Chandler, disse uma vez que “a diversidade não deve ser um ponto focal do design dos produtos da Riot Games porque a cultura de jogos é o último refúgio seguro para os adolescentes brancos". Chandler, de acordo com seu perfil no LinkedIn, ainda está na empresa.
A Riot Games reiterou na quinta-feira (8) uma declaração anterior de que “tomou medidas contra os funcionários em vários níveis da organização, desde o mais básico até o nível sênior”.
"As ações podem variar, mas as opções incluem saídas (rescisões ou demissões), planos de aprimoramento profissional, treinamento direcionado etc.", afirmou a Riot em um comunicado. “Também há, ainda, inúmeras investigações em andamento e outras que estão se aproximando de suas conclusões”.
A Riot não pôde dar um comentário específico sobre os elementos do processo, mas confirmou que vai apresentar uma resposta no futuro. O líder de comunicações corporativas da Riot, Joe Hixson, também forneceu uma declaração a respeito da ação coletiva.
"Embora não discutamos os detalhes do litígio em andamento, podemos dizer que levamos todas as alegações dessa natureza a sério e as investigamos completamente", disse Hixson em um comunicado. "Continuamos comprometidos com uma evolução profunda e abrangente de nossa cultura para garantir que a Riot seja um lugar onde todos os Rioters prosperem."
