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Perfil: Renovado e motivado, Shoowtime diz que polêmica o fez "pensar em parar"

Shoowtime, pelo Santos eSports, na seletiva paulista da Gamers Club Masters. Draft5

Gustavo “Shoowtime” Gonçalves está vivendo uma nova vida. Depois de quase três anos atuando nos Estados Unidos, o jogador retornou ao Brasil e está realizando mudanças que vão muito além dos servidores de Counter-Strike: Global Offensive.

Depois de deixar a Luminosity Gaming em junho, Shoowtime decidiu fazer uma cirurgia bariátrica. A ideia já ocupava a cabeça do jovem há alguns meses, depois de conversar com um amigo que passou pelo mesmo procedimento.

O resultado do procedimento não poderia ter sido melhor. Hoje, o ex-Immortals é mais feliz, mais disposto. Está renovado. E motivado.

“Hoje, mais de 50 dias depois da operação, já perdi 27 quilos no total. É outra coisa. Você tem disposição, motivação. Você vê a diferença por foto, roupas e tudo mais. Não só pela questão estética, mas também saúde. Eu não tinha nenhum problema, mas me alimentava muito mal lá fora”, contou o jogador em entrevista ao ESPN Esports Brasil.

Shoowtime contou que como o procedimento foi feito há pouco tempo, ainda não está 100% liberado para fazer exercícios físicos. O jogador, porém, não vê a hora de viver essa “nova vida”.

“Estou bem motivado. Acho que isso vai me ajudar a dentro do jogo. Não tem nada melhor do que estar bem consigo mesmo. Melhorou minha saúde, minha pessoa e minha auto estima”, completou.

SUBSTITUTO DE COLDZERA

Como todo bom brasileiro, Shoowtime jogou Counter-Strike 1.6, mas não foi o jogo que despertou seu interesse pela competição. O título favorito do jogador era Infestation: The New Z.

“Eu vim do Infestation, que era o jogo que eu gostava muito de jogar. No CS:GO comecei brincando com uns amigos, aí começaram a surgir os ‘fakes’ com a galera do TD. Jogava com steel, zqk e fv. Dedicava muitas horas por dia, era bem diferente do 1.6, mas eu gostava muito”, lembrou.

Vendo nascer o cenário competitivo, Shoowtime decidiu se dedicar: “Eu sabia que isso poderia virar uma profissão. Eu dei minha vida, dei sangue para tentar virar um profissional e acho que deu certo. Está dando. Vamos ver até onde vai”.

Com esse pensamento, Shoowtime montou seu primeiro times - o Inflames -, ao lado dos amigos Thiago “tifa” França e Raphael "ghx" Henrique. Posteriormente, o trio também foi a base da GFX e da rampageKillers.

O jogador relembra que ficou por quase um ano na RK, disputando os principais torneios nacionais - até que foi chamado para substituir Marcelo “coldzera” David na Team Dexterity, já que o mesmo tinha sido chamado para a Luminosity Gaming.

O convite da DeX veio na mesma época que começava a surgir a Golden Chance - torneio que levaria mais uma equipe brasileira para morar nos Estados Unidos. Shoow, inclusive, relembrou uma coincidência.

“É até engraçado. O dead e o FalleN entraram no TS [Teamspeak, programa usado para comunicação] da RK para explicar sobre a Golden Chance e, na mesma hora, o Taco me mandou mensagem na Steam, me chamando para a DeX”, lembrou.

“Fiquei até meio sem graça com os caras do time, que estavam todos juntos ali na hora. Foi constrangedor, foi meio que uma facada nas costas. Mas eu assumo, aceitei sem pensar duas vezes porque sabia que o time era mais bem preparado e era chance da minha vida”, completou.

A entrada de Shoowtime coincidiu com a saída da escalação da Dex - já que era necessário não ter uma organização formal. Competindo como Não Tem Como - com Lincoln “fnx” Lau, Epitácio “Taco” Filho, Henrique “hen1” Teles e Lucas “lucas1” Teles -, o quinteto era o claro favorito para vencer.

“VAI PARA OS ESTADOS UNIDOS POR CAUSA DE UM JOGO?”

O jogador lembra que, quando contou da oportunidade de vencer a Golden Chance para sua mãe, a mesma não acreditou. “Deixe de bobeira, isso é um jogo. Vai para os Estados Unidos por causa de um jogo?”, conta Shoowtime, imitando-a.

Antes da competição, o jogador lembra que o clima não era nada amistoso. Até porque a rampageKillers, sua ex-equipe, era uma das quatro finalistas do evento, que aconteceu em agosto de 2015.

“Eles ficaram bem bravos, ghx e Nekiz nem falavam comigo lá na lan. O único que conversava comigo era o tifa, pois ele é meu amigo de infância, mora aqui na rua atrás de casa”, contou.

A decisão do evento, inclusive, foi entre NTC e RK. Melhor para Shoowtime, que levou a melhor diante dos ex-companheiros com um 3 a 2, e alcançou o sonho de morar e jogar nos Estados Unidos por, até então, um ano.

“Esse campeonato foi o que eu mais senti pressão. Até agradeci muito meus companheiros depois da vitória”, lembrou.

Depois do título, Shoowtime voltou para casa e avisou sua mãe: “Ela só acreditou quando eu disse o dia da passagem de ida”.

CHEGA NOS EUA E MUDANÇAS NA ESCALAÇÃO

Com os novos companheiros, Shoowtime se mudou para a mesma rua com a Luminosity Gaming e se concentrou em treinar e disputar qualificatórios online. Em seus primeiros torneios, a Games Academy já mostrava resultados interessantes e chamava a atenção dos times norte-americanos.

Um grande baque veio em novembro, depois de três meses do time nos Estados Unidos. Com Lucas “steel” Lopes e Ricardo “boltz” Prass de saída, a LG decidiu chamar Taco e fnx para o time, desfalcando a GA.

“Eu lembro que fiquei bem chateado, assim como o hen1 e o lucas1. Passa na cabeça que estamos treinando, estamos bem e vem uma mudança. A gente sabia que eles não poderiam recusar. Eles estavam jogando todos os campeonatos, tinham salário, a gente ainda não”, contou Shoow.

O jogador também relembrou de como foram escolhidos os substitutos: boltz e João “felps” Vasconcellos.

“A gente atravessou a rua para chamar boltz e steel de imediato. O steel não queria, pois estava meio desanimado, estava pensando em parar de jogar e voltar ao Brasil. O boltz já foi diferente, disse que queria ir para o Brasil, mas deixou no ar que gostaria de entrar no time na próxima temporada”, completou.

Com a negativa de steel, eles começaram a pensar em outros nomes, até que o de felps apareceu. Um dos principais nomes do país, o jogador ainda não era muito bem visto devido a seu temperamento difícil e as polêmicas.

“O dead, inclusive, bancou muito o felps. Ele sabia que ele tinha muito potencial. Tínhamos prós e contras, ele tinha nível para estar até na LG na época, mas também tinha os problemas”, contou.

“Colocamos na balança e acreditamos que ele não seria assim, que deveríamos dar essa chance. Pensamos um pouco no começo, mas não demorou muito para decidir. Ele aceitou de imediato e nunca tivemos problemas”, completou Shoow.

PRIMEIRO SALÁRIO E O QUASE MAJOR

De escalação completa, a GA terminou o ano nos Estados Unidos e veio de férias para o Brasil. No país, o time disputou o MAX5 Invitational no início de 2016 e, para decepção geral, não passou nem da fase de grupos.

“Aquilo acendeu uma chama na gente. Depois da MAX5, voltamos para os Estados Unidos e treinamos que nem condenados. Conseguimos vaga na IEM Katowice vencendo CLG, Liquid do s1mple e Cloud9”, lembrou.

Essa classificação, inclusive, fez com que os jogadores entrassem no radar da Tempo Storm - que fechou o negócio com a Games Academy e adquiriu o quinteto.

“Eu nunca tinha recebido nenhum salário por causa de jogo. Lembro que quando conversei com minha mãe, ela ficou muito feliz, isso mudou muita a cabeça dela. Isso foi o que me deixou mais feliz. Se ela quisesse me proibir de jogar, eu teria que acatar, pois ela pagava minhas contas”, contou Shoow.

“Começamos a ajudar nossa família, já era um dinheiro considerável”, completou.

Embalados e em boa fase, a Tempo Storm começou a disputar torneios internacionais, como a IEM Katowice, DreamHack Masters Malmö e a seletiva offline do MLG Columbus 2016 - o primeiro major daquele ano.

Na seletiva, porém, uma derrota no jogo decisivo para a Flipsid3 Tactics custou a classificação.

“Focamos muito no jogo deles, fizemos anti-tático e esquecemos do nosso. Acho que deveríamos ter feito menos isso, essa escolha pode ter custado para nós aquela vaga. Com todo respeito a F3 e a experiência que eles tinham, o nosso time era melhor”, contou.

TAÇA E FINAL BRASILEIRA

Já acostumada aos torneios internacionais, a Tempo Storm conquistou sua primeira taça em maio de 2016 - a 9ª temporada da CEVO Pro League.

“Nesse campeonato a gente nem era favorito, não tinha pressão. Eu lembro que estávamos passando por uma transição, com boltz virando capitão. Fizemos um bootcamp na Europa, mudamos algumas coisas. O boltz começou a liderar o time ao invés do peacemaker, que era o treinador”, lembrou Shoow.

“Só confiamos no título depois de passar da fase de grupos, onde jogamos bem. Na semifinal vencemos a Virtus.pro, que ainda estava bem forte, disputando bem. Foi um dos jogos mais difíceis e mais felizes da minha carreira. Fomos bem confiantes para final, pois já tínhamos ganhado da SK na fase de grupos e já sabíamos que éramos melhores do que eles”, completou.

Experientes, os jogadores ainda alcançaram um vice-campeonato na DreamHack Open Austin. Num final brasileira, a LG levou a melhor diante da TS: “Eles eram o melhor time do mundo e sabíamos que seria difícil. Essa final foi bem bacana, perder para eles não foi tão ruim. Tanto que quando acabou, erguemos o troféu juntos”.

A história entre o quinteto e a Tempo Storm, porém, estava próxima do fim. Após ficar de fora da primeira temporada da Eleague por conta de desentendimentos dos mandatários da liga e Andrey "Reynad" Yanyuk , dono da organização.

“Até hoje não sei o que era, ou se ele ainda tem esses problemas”, revela Shoow. “Tivemos uma reunião com ele, estávamos chateados por não jogar a Eleague, pois ia passar na TV até aqui no Brasil”.

O jogador revelou que, na mesma época, tomou conhecimento de uma oferta da Immortals para comprar o quinteto. Depois de uma primeira recusa, Reynad acabou abrindo mão e negociou os brasileiros com a organização de Noah Whinston.

TÍTULO NA SUÉCIA E ADEUS AOS PRANTOS

Em junho de 2016, Shoowtime e seus companheiros assinaram com a Immortals e estrearam no qualificatório da ESL One Cologne. Mais uma vez, porém, os brasileiros não conseguiram avançar para a fase principal do major. A algoz, mais uma vez, foi a F3.

“Dava a impressão que os caras sabiam jogar o qualificatório de major. Eles jogavam todos as seletivas e sempre se classificavam para o major. É muito difícil e eles conseguiam”, contou Shoow.

Segundo o jogador, ela começou a sentir que perderia seu lugar no time após essa eliminação: “Eu já não estava jogando muito bem. E também o boltz já não queria mais ser o capitão e a gente não tinha um cara para chamar essa responsabilidade”.

Para amenizar a situação e animar Shoowtime, a TS conquistou um grande título: a DreamHack Open Summer, diante da Ninjas in Pyjamas, dentro da Suécia.

“A torcida deles é insana lá na Suécia. Se jogar a Fnatic contra a NiP, eles torcem para a NiP. Jogar contra eles foi bem especial, pois estávamos desacreditados e eu já imaginava que eu sairia do time”, contou.

“Foi sensacional ganhar de caras que sempre fui fã na casa deles. Ganhar de GeT_RighT, f0rest. Eu assistia eles pelo computador e pensava se teria chance de tirar uma foto com eles. Um ano e meio depois eu estava lá, ganhando. Foi o ponto alto da minha carreira em felicidade”, completou o jogador.

A felicidade, porém, não durou muito. O título não foi o suficiente para manter a escalação da Immortals intacta.

“Eu fiquei chateado, pois nunca é fácil receber uma notícia dessa. Você está lá fora, joga lá, tem uma vida lá. Em nenhum momento eu fiquei bravo com eles, eu entendia e sempre entendi. Eles também ficaram chateados [de tomar essa decisão], pois a gente era amigo. O Lucas me deu a notícia chorando, pois a gente era bem próximo”, contou.

“Não é fácil para eles dar a notícia também. A gente cria uma família. Passamos os bons e maus momentos juntos”, continuou Shoowtime.

O BÁSICO

De volta ao Brasil, Shoowtime se acertou com a INTZ, mas não fez mais do que alguns treinamentos pela equipe, já que recebeu um convite irrecusável - substituir Fernando “fer” Alvarenga por um mês na SK Gaming.

“O fer me mandou mensagem e eu achei que ele tava brincando. Eu não boto muita fé nas coisas que ele fala. Ele insistiu e explicou direitinho. Eu abri o jogo com o pessoal da INTZ e fui”, lembrou.

Shoowtime jogaria apenas por algumas partidas online, principalmente da Pro League. Uma delas, porém, ficou marcada: uma derrota por 16-0 para Renegades. Na ocasião, Marcelo “coldzera” David foi ao Twitter para atacar Shoowtime: “Fica difícil jogar com um complete que não sabe o básico do CS”.

A mensagem de coldzera chateou Shoowtime, que não saiu do quarto por algumas horas.

“Um time que perde de 16-0 não perde por causa de um jogador. É o jogo do time inteiro que não encaixou. Nesse episódio, ninguém jogou nada. O cold estava de cabeça quente e postou isso, mas não falou nada para gente. Eu vi isso, subi para o quarto e fiquei bem chateado mesmo”, contou.

“Fiquei lá por horas, pensando que estava lá para fazer um favor para os caras, mesmo que fosse uma grande oportunidade de aprender e me expor, eu não precisava disso. Ninguém merece passar por isso. Quem entende de CS sabe do que eu estou falando”, continuou.

“Essa foi a época que eu pensei em parar”, revelou Shoowtime. “Esse episódio me chateou muito, conversei bastante com o fer. Repensei minha carreira, fer me aconselhou e não me deixou parar, disse que o cold tinha mesmo essa cabeça quente”.

Shoowtime então decidiu ficar e completar seu acordo com a SK. Questionado sobre a amizade com cold, ele disse não ter proximidade com o jogador, mas afirmou que ambos conversam normalmente quando juntos.

PIADAS E TOXICIDADE

O “básico do CS” se tornou um meme e invadiu as redes sociais. Shoowtime disse que lidou bem com as brincadeiras depois de um certo tempo, mas agora já não vê mais graça.

“Eu achava engraçado, mas depois de um tempo perdeu a graça. Eu nunca liguei para que o povo falava, nunca dei bola e não vai ser hoje que eu vou dar. Uma coisa é o coldzera, bicampeão do major falar um negócio desse. Por mais que ele não deveria ter dito aquilo, ele já ganhou diversos títulos internacionais e tem moral. Outra coisa é algum desconhecido falar. Sei que tem gente que fala na brincadeira, mas sei que tem gente que fala para me magoar”, contou.

A toxicidade da comunidade, inclusive, é pauta recorrente para Shoowtime. O jogador sempre foi, e ainda é, um dos alvos favoritos dos “haters”.

“Eu nunca liguei para crítica. Uma coisa é receber uma crítica construtiva de um cara mais experiente que você, outra é de um cara que não sabe de nada. As vezes você está de cabeça quente e vê alguém dar hate para te ver mal. Tem vez que não me seguro e responde, mas não deveria”, contou.

DOIS ANOS DE LUMINOSITY

Passado o período conturbado, Shoowtime acertou sua ida para a Luminosity em setembro de 2016. O time, composto pelos ex-jogadores da WinOut, foi sua casa por quase dois anos - que não trouxeram muitos resultados relevantes.

“É muito difícil jogar campeonatos e seletivas online. Até os melhores times, que se sobressaem em lan, tem dificuldade de jogar online. A gente sempre estava chegando, sempre lá em cima na Pro League”, contou.

Com o passar dos anos e a mudança de jogadores, a LG seguiu sem conseguir grandes resultados lá fora. Classificações para disputas presenciais foram esporádicas e o time não conseguiu se firmar como um dos principais do cenário norte-americano.

“Acho que quando o time começa a perder, colocamos em cheque tudo aquilo. Acho que o time perde a confiança e, como falei, confiança é muito importante”, lembrou Shoowtime.

Prestes a completar dois anos no time, porém, Shoowtime começou a sentir que sua chance estava acabando novamente. Com contrato no fim, o jogador foi dispensado do time, assim como Vinicios “PKL” Coelho.

“Sair da LG foi mais tranquilo que da Immortals. Acredito que foi uma decisão mais do dono [Steve “Buyaka” Maida, proprietário da Luminosity] do que dos jogadores, acredito que foi 99% dele. Para ele, eu e o PKL precisávamos sair. Ele queria hen1 e lucas1, que são grandes jogadores”, contou.

“Fiquei chateado, mas logo passou. CS é meu ganha pão, então não posso ficar parado. Lá fora o salário é muito maior que aqui, mas não posso ficar parado. Tenho contas para pagar e família para sustentar, além do meu gosto pelo jogo. Estamos sujeito a isso nos esports”, continuou Shoow.

O FUTURO

De volta ao Brasil, o jogador se reuniu com o velho amigo tifa e teve uma curta passagem pelo Santos eSports. A saída repentina, inclusive, pegou muitos de surpresa.

“Alguns fatores não vem ao caso falar, mas, basicamente, nós três pensávamos diferente dos outros jogadores. Não bateram esses pensamentos e achamos melhor sair, para evitar problemas no futuro”, afirmou.

O jogador aproveitou para cutucar aqueles que o chamaram de “mercenário”: “Não sai por dinheiro, não sai brigado. Posso afirmar para você, nosso salário era maior do Santos do que aqui [na Imperial]. Não somos mercenários e não jogamos só pelo dinheiro. Ele é uma consequência do nosso trabalho, é nosso sustento. Para os muitos faladores de plantão, não foi esse o motivo”.

O período de Shoowtime sem time não durou muito. Ao lado de tifa, Denis “dzt” Fischer, Caio “zqk” Fonseca e Bruno “shz” Martinelli, ele agora defende a Imperial e-Sports.

“Aqui está muito diferente da minha época. Não tinha campeonato, não tinha nada. Hoje temos campeonatos, está tudo mais organizado e conseguimos até jogar seletiva de campeonato de fora”, contou.

“Eu digo que até dá para viver do CS aqui do Brasil sim. Temos várias equipes que fazem isso. Espero de verdade que evolua o nosso cenário. Os jogadores lá de fora vão ficando mais velhos, o tempo vai passando e precisamos construir uma base para renovação aqui”, finalizou.

Vivendo a nova fase, Shoowtime é uma das estrelas da sexta temporada da ESL Brasil Premier League - transmitida pelos canais ESPN.