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Riot anuncia medidas para acabar com machismo e preconceito em seus escritórios

Foto de parte da equipe de funcionários da Riot Games, desenvolvedora e publisher de League of Legends. Reprodução

Nos últimos tempos, a Riot Games vem passando por um difícil período em sua administração e gerenciamento de recursos humanos. Após uma reportagem-denúncia do site Kotaku, foi exposto que existe uma cultura machista no ambiente de trabalho da desenvolvedora. Três semanas depois da publicação da reportagem, a empresa divulgou uma série de medidas que serão tomadas para mudar essa mentalidade presente em seus escritórios pelo mundo.

“Nas últimas três semanas estávamos focados em ouvir e aprender”, diz a carta publicada no site oficial da empresa. “Como companhia, estávamos acostumados a corrigir problemas o mais rápido possível, mas essa correção não vai acontecer da noite para o dia”.

“Vamos costurar essa mudança no nosso DNA cultural e não deixaremos espaço para sexismo ou misoginia. Inclusão, diversidade, respeito e equidade são inegociáveis. Embora haja muito a melhorar, há uma tremenda quantidade de bem na Riot que impulsionará essa mudança. Esta é a nossa principal prioridade até que acertemos”, continua o comunicado.

A carta segue com pedidos formais de desculpas para os funcionários (atuais e antigos), aos jogadores, fãs e pessoas que consideram se candidatar a uma vaga na Riot, além de atuais e futuros parceiros. Em seguida, a empresa faz uma listagem sobre como vai atacar os problemas citados na reportagem.

Entre as medidas, a Riot revela que vai expandir sua cultura de diversidade e inclusão, e o primeiro passo para isso foi criar um time para “liderar nossa evolução cultural”. Segundo a carta, “este grupo e seu trabalho vão impactar cada canto dessa organização e também vão acelerar nosso trabalho de inclusão cultural”. O comunicado diz ainda que esse grupo vai se reportar diretamente ao presidente da Riot, Nicolo Laurent.

A empresa também vai repensar suas “Definições culturais”. “Isso inclui reavaliar a linguagem da Riot, palavras como ‘jogador’ e ‘meritocracia’, para garantir que elas signifiquem a mesma coisa para todos nós. Se as palavras forem mal utilizadas ou não nos ajudarem a descrever nossa visão para o futuro, não as usaremos”, diz o manifesto.

A Riot também contratou uma empresa de auditoria para mudar a mentalidade da empresa e, ainda de acordo com a carta aberta, “nosso objetivo não é apensar sermos bons; é nos tornamos líderes em diversidade, inclusão e cultura”.

Além disso, a carta deixa claro que a empresa vai avaliar e melhorar o processo de investigação de denúncias de funcionários. Para isso, a Riot tomou diversas ações como criar uma linha direta para denúncias e reclamações anônimas, contratou uma empresa de advogados para “investigar quaisquer novas reivindicações levantadas pelos Rioters para fornecer uma camada adicional e imparcial a todas as nossas investigações”.

As medidas também vão incluir novos treinamentos para funcionários, mudar a forma de recrutamento de novos funcionários e a criação de novos cargos de diretoria para recursos humanos e diversidade.

Você pode ler a carta na íntegra acessando o site oficial da Riot Games (em inglês).