Sorte ou Revés? Jogadores de PUBG comentam impacto da sorte no competitivo

Equipes durante a disputa da qualificatória sul-americana do PUBG Global Invitational Reprodução

Ninguém pode negar que PUBG é um jogo que envolve sorte. Dos armamentos, medicamentos, coletes e capacetes que você encontra até o local de um airdrop ou do fechamento da ‘safe’, a sorte está por toda parte no battle-royale. Mas quanto dessa aleatoriedade define o competitivo?

O ESPN Esports Brasil foi atrás de jogadores profissionais de PUBG durante a qualificatória sul-americana para o PGI para saber o que eles pensam sobre a sorte dentro do jogo.

Primeiro entrevistado, Bruno "aXt" Habitzreuter, da 1v9, afirma que o fator sorte realmente existe, mas ele só afeta o competitivo se o torneio tiver menos de cinco partidas e o time não for bem preparado.

“A comunidade e os jogadores reclamam quando um campeonato é uma melhor de 5. Um campeonato tem que ser uma melhor de 8 pra cima pra conseguir diminuir esse fator sorte”, explica.

Atx complementa: “Existe, sim, o fator sorte na hora de fechar a ‘safe’, e tem algumas que atrapalham mais, mas não acredito em sorte porque você tem utilitários como a smoke, que podem mudar o jogo. A gente fala que tem jogos mais difíceis e jogos mais fáceis, é isso”.

Jogador da Black Dragons e vice-campeão na qualificatória, Ismael “Birck” também não nega a existência da sorte, mas garante que há como combatê-la e usar a situação a seu favor. “Existem inúmeras estratégias que você pode elaborar para não contar só com a sorte”, diz.

Já Hiago "hiagguin" Hubner, da Furia eSports, traz outra visão à discussão. Para ele, o inegável fator de sorte é mais diminuído no modo de jogo em primeira pessoa, da sigla em inglês FPP.

“[No FPP] A sorte já diminui bastante porque uma trocação 4v4 vai ser bem franca”, detalha. “Pra você trocar [tiros], tem que dar a cara. Pra pegar informação [dos inimigos], tem que dar a cara”.

Hiagguin também concorda que um time preparado consegue driblar a questão da sorte. “Um time bem preparado, que estuda bastante rotação, safe, posicionamento, smoke, vai se sair melhor sim”, garante. “Muita gente usa isso [a sorte] como desculpa, e às vezes ela realmente acontece, mas no FPP e quando você está bem treinado ela diminui bastante”.

À ESPERA DO JOGO PERFEITO

Aproveitamos para perguntar aos jogadores se eles acreditam que PUBG já pode ser considerado um jogo pronto - principalmente para o competitivo. A resposta, no entanto, foi negativa em sua maioria por conta das já costumeiras quedas de FPS (do inglês, frames per second) e dos ocasionais bugs. “O jogo pode e deve melhorar, principalmente na questão de FPS” conta aXt. “[É difícil] você conseguir impor seu jogo porque existe ainda muita perda de FPS. Não importa seu computador, você vai perder FPS. Eles [os desenvolvedores] otimizando o jogo, ficaria legal”.

Hiagguin também deu sua opinião. Para ele, o metagame do jogo não precisa ser mudado, pois o jogo “está dando um competitivo legal”. Entretanto, otimização e conserto de bugs/crashes são necessários, especialmente para o competitivo.

“No presencial rolam uns remakes, mas online os bugs e crashes atrapalham bastante”, afirma o jogador da Furia.

PUBG GLOBAL INVITATIONAL

O PGI acontece de 25 a 29 de julho em Berlim, Alemanha, e dará uma premiação de US$ 2 milhões. O torneio terá a participação de 20 equipes, e uma das vagas foi destinada à América do Sul e garantida pela Savage nas qualificatórias realizadas na última semana e transmitidas nos canais ESPN.

Além da Savage, estão garantidas as equipes Team Liquid, WTSG, Knights, Team Gates, Ghost Gaming, Honey Badger Nation, Refund Gaming, Made in Thailand, ahq e-Sports Club, Natus Vincere, AVANGAR, Oh My God, Four Angry Men, Crest Gaming Xanadu, Crest Gaming Windfall, Chiefs Esports Club e OyunHizmetleri eSports. As duas representantes da Coreia do Sul serão definidas nos próximos dias.