O primeiro dia da qualificatória latino-americana para o PUBG Global Invitational já começou com polêmica.
Entre a segunda e a terceira partida, a competição foi pausada para análise de uma conduta antidesportiva da Team Secret. Após análise, a equipe chilena teve os pontos obtidos nas duas partidas anulados e não participou das outras duas partidas.
Na ocasião, a PUBG Corp não especificou qual foi a conduta “antijogo” da Team Secret, mas a própria organização fez uma publicação oficial na madrugada de sexta para sábado para explicar seu lado.
Segundo o time, os organizadores informaram inicialmente que não seria permitido a entrada de managers e técnicos no estúdio da competição. Apesar de acharem estranho, a Team Secret decidiu se comunicar online com o técnico. Poucos dias antes da viagem ao Brasil, a organização enviou um novo comunicado esclarecendo que managers e técnicos na verdade podiam sim estar no estúdio. Entretanto, já era tarde demais para a Team Secret. “Nosso técnico Xanth fica nos EUA e não conseguiria um visto de forma rápida, e decidimos continuar com nosso plano original”.
Chegando ao evento, os jogadores chilenos viram que o programa de comunicação Discord estava instalado nas máquinas e imaginou que poderiam utilizá-lo para se comunicar com o técnico durante as pausas das partidas. Foi então que, durante o segundo jogo, o técnico enviou uma mensagem ao Discord da equipe e a organização do evento começou uma investigação sobre o caso.
A Team Secret alega que o conteúdo da mensagem envolvia a preparação para a terceira partida e que os jogadores não a visualizaram quando ela foi recebida por estarem dentro da segunda partida. Os chilenos garantem que não há evidências de que a mensagem foi lida durante a segunda partida e que solicitaram o atraso da terceira partida para a investigação. No entanto, a organização do evento informou que o uso do Discord não era permitido e decidiu por continuar as partidas da noite e desclassificar a Team Secret do primeiro dia.
Ainda em sua publicação, a Team Secret afirma que a informação de que o Discord era proibido não estava nas regras oficiais que receberam antes do torneio, chegando inclusive a postar uma imagem da lista. Além disso, reclamam que a discussão sobre a desclassificação foi feita perto das outras equipes, o que levou o assunto a cair nas redes sociais antes mesmo da decisão ter sido tomada.
“Nós pedimos desculpas a todos os fãs da Team Secret e de PUBG pelo rumo que os eventos tomaram e esperamos que continuem a nos apoiar durante esse tempo difícil”, escreveu o time. “Nosso time já participou de diversos campeonatos presenciais e levamos a integridade a sério. Se uma regra foi quebrada, nós aceitamos as consequências. No entanto, neste caso, acreditamos que seguimos as práticas padrão e estamos abertos a uma investigação detalhada do replay de cada um dos jogadores e das gravações de nosso Team Speak para esclarecer a situação”.
Esta, no entanto, não é a primeira vez que os chilenos se envolvem em uma polêmica. Quando jogavam pela organização Kaos Latin Gamers, os jogadores foram acusados de ter recebido ajuda externa nos qualificatórios da IEM Katowice e do PGL Spring Invitational pelo panamenho Yalal - que teve acesso a condição de observador nos dois qualificatórios e, portanto, poderia observar todo o mapa em tempo real.
O ESPN Esports Brasil entrou em contato com a PUBG Corp para um comunicado oficial, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.
PUBG na ESPN
A qualificatória latino-americana para o PGI continua neste sábado com o segundo dia de disputas. A competição está sendo transmitida no ESPN Extra e no WatchESPN a partir das 18h.
