Nos últimos dias, a Riot Games Brasil anunciou novidades sobre a final da Segunda Etapa do CBLoL que animaram a torcida brasileira, mas que também levantaram alguma preocupação.
O local escolhido para a grande final deste split é o Auditório Araújo Vianna, na cidade de Porto Alegre. Casa de peças teatrais e óperas, o auditório foi inaugurado em 1927, teve seu prédio original demolido para dar local a uma nova construção terminada em 1964 e passou por diversas reformas em sua estrutura até 2012. Desde então, comporta 3 mil pessoas sentadas para diferentes tipos de evento e, em setembro, receberá o CBLoL.
Depois de lotar uma parte do Allianz e do Maracanãzinho e encher o Ginásio do Ibirapuera e o Mineirinho, não é estranho que a comunidade sempre espere finais em locais grandes para o maior público possível. Esse sentimento se intensifica depois que levamos em conta que a primeira etapa teve a escalada e a final realizadas nos estúdios da Riot em São Paulo com menos de 200 pessoas por dia.
Um auditório para 3 mil pessoas na final que garante vaga no Mundial não é pequeno? Para Carlos Antunes, diretor de Esports da Riot Games Brasil, a decisão de escolher o auditório Araújo Vianna não levou em conta somente a capacidade do público.
“Quando buscamos um espaço para fazer um evento, procuramos uma combinação de dois fatores: uma cidade onde haja uma comunidade engajada com League of Legends e também lugares que sejam icônicos para a comunidade local e que ofereçam infraestrutura necessária para que possamos produzir um show surpreendente”, explica o diretor.
Carlos lembrou de outras passagens do League of Legends pelo Brasil, como no próprio Mineirinho, que teve 9 mil espectadores, e no IWCQ em Curitiba, na Ópera de Arame, que teve um público bem menor.
Em cada caso, buscamos um local relevante na cidade que seja capaz de se somar ao nosso evento, gerando uma experiência relevante para o público presente. Optamos, na época, por um cartão postal, que fazia jus à proposta do torneio. Prezamos muito pela experiência, e isso nem sempre está atrelado em organizar eventos cada vez maiores”, conta.
O diretor também detalha que o Araújo Vianna “oferece uma estrutura incrível e uma arquitetura impressionante, que chama a atenção de quem mora em Porto Alegre e também de quem visita a cidade”. Além disso, o local “se adequa perfeitamente às necessidades técnicas necessárias para uma final de CBLoL”.
Perguntamos se a escolha do local tem relação direta com o preço do ingresso. Isso porque, durante o Mid-Season Invitational 2017, o público não teve uma boa reação ao preço das entradas e a Riot se viu obrigada a diminuir o valor posteriormente. Carlos nega.
“A escolha da casa não tem relação direta com o preço do ingresso, cujo valor desta edição é o mesmo que praticamos desde 2016 e mantivemos em 2017”, garante o diretor.
Segundo Carlos, a Riot não busca fazer eventos maiores, mas sim trazer a melhor experiência ao público - e que isso deve continuar a ser o objetivo da empresa. “O que podemos dizer é que estado e capacidade de público podem variar de acordo com a nossa proposta, conceito do evento e cidade-sede. O que conta é sempre a melhor experiência e isso nem sempre está relacionado com um evento maior, como ocorre em eventos de música, por exemplo”, afirma.
RIFT RIVALS SEM PÚBLICO
Aproveitamos a entrevista com o diretor para questionar a decisão de realizar o Rift Rivals no Brasil sem a presença do público.
Apesar de ter sido assim na primeira edição em 2017, no Chile, e de em nenhum momento ter sido informado que o torneio teria presença do público em São Paulo, a comunidade ficou um pouco desanimada com a notícia - até porque o local do evento será o estúdio da Riot, que foi aberto ao público na final da Primeira Etapa do CBLoL.
Para Carlos, o estúdio foi aberto ao público no CBLoL porque a Riot tinha “a proposta muito clara de apresentar o novo espaço para o jogador de League of Legends e para o fã de Esports nesse primeiro momento-chave do campeonato, em um ano de tantas mudanças na estrutura do torneio”.
O diretor afirma que a Riot foi transparente sobre esse ponto na época e que não acredita que a comunidade sinta “a necessidade de uma compensação”, como eventos dentro do jogo, pelo fato do Rift Rivals não ter público.
“O que podemos garantir, é claro, são partidas emocionantes, com duas equipes de elite do CBLoL representando o país”, garante Carlos.
