O “mistério” foi, finalmente, revelado. Depois de um longo período de especulações, vazamentos e dicas, a Made in Brazil finalmente oficializou a contratação da escalação de Counter-Strike: Global Offensive que estava na SK Gaming.
O anúncio aconteceu na tarde deste sábado (23) em um evento realizado no Transamérica Expo Center, em São Paulo.
"O Brasil é incrivelmente apaixonado por esports, e esta aquisição nos permitirá gerar um maior crescimento de esports no que acreditamos ser ainda um mercado relativamente intocado no Brasil e na América do Sul", afirmou Noah Winston, CEO da Immortals e MIBR, em comunicado oficial à imprensa. “A marca MIBR cria um link direto ao orgulho nacional do Brasil e sua cultura de entretenimento. Estamos ansiosos para investir no cenário brasileiro de esports e criar uma plataforma para que os incríveis talentos regionais do esports profissional continuem se sobressaindo e dominando".
Está será a primeira escalação da MIBR em seis anos, já que a equipe encerrou oficialmente suas atividades em 2012. Já se tratando de Immortals, essa será a segunda vez que a organização recebe uma esquadra brasileira de Counter-Strike: Global Offensive.
A estreia de FalleN e companhia na nova organização se dará na ESL One Cologne, que acontece entre os dias 3 e 8 de julho, em Colônia, na Alemanha.
NEGOCIAÇÃO LONGA
Propositalmente mal escondida nas últimas semanas, a transferência de Gabriel “FalleN” Toledo e companhia tem sido pauta nos bastidores desde agosto do ano passado, quando começaram as especulações de uma saída da SK Gaming. Na ocasião, a Immortals, proprietária da MIBR, já figurava como principal favorita a ficar com a escalação brasileira.
Fontes ligadas aos jogadores afirmaram que “cerca de oito propostas” foram ventiladas aos jogadores desde então - todas elas informadas pela SK, que já estava ciente que poderia perder os jogadores de graça caso não apresentasse uma boa proposta aos jogadores.
Com um desgaste visível na relação entre a organização - sediada na Alemanha -, e o quinteto - residente nos Estados Unidos -, uma renovação com a SK ficou cada vez mais distante e os jogadores acabaram optando por assinar com a Immortals. Apesar da data em que o “martelo foi batido” ser desconhecida, é sabido que a organização norte-americana adquiriu os direitos da MIBR ainda em dezembro 2017.
A Immortals, inclusive, foi quem esteve por trás das últimas transferências da equipe: Ricardo “boltz” Prass já tinha contato com a organização e estava emprestado para a SK desde outubro de 2017. Jake “Stewie2K” Yip, contratado em março por quantia recorde de transferência, também foi bancado pelos norte-americanos.
NOME DE PESO
Estranha aos novatos, a Made in Brazil esbanja história. A organização foi fundada em 2003 pelo empresário Paulo “pvell” Velloso, que decidiu apostar no time de Counter-Strike de seu filho. Dali em diante, pvell e a MIBR se tornaram a principal referências de esports do Brasil.
Entre 2003 e 2009, a equipe foi a principal força nacional do Counter-Strike, colecionando títulos nacionais e internacionais - como a ESWC 2006, o primeiro major conquistado pelo Brasil -, e transformando jovens como Raphael “cogu” Camargo e Lincoln “fnx” Lau em grandes ídolos.
Um retorno foi ensaiado em 2016, mas o projeto acabou não vingando. No ano passado, a equipe voltou aos holofotes após as primeiras notícias da compra da marca da MIBR pela Immortals.
De lá para cá, a expectativa só cresceu. Noah Whinston, diretor executivo da organização, visitou o Brasil em algumas oportunidades, mas se recusou a dar mais detalhes sobre os investimentos no país.
Às vésperas da ESL One Belo Horizonte, a organização confirmou seu retorno e, durante o evento, Whiston falou mais abertamente sobre seus planos - mas guardou a revelação da escalação para o evento em São Paulo.
