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Para NaySyl, narrar Hearthstone é um desafio que exige muito estudo e dedicação

NaySyl é narradora oficial de Hearthstone pela Blizzard no Brasil Arquivo Pessoal

O ESPN Esports Brasil preparou um especial com narradoras e comentaristas do cenário brasileiro de esporte eletrônico. Nesse segundo texto, apresentamos Nayara “NaySyl” Sylvestre, responsável por passar a emoção das partidas de Hearthstone ao público.

Jogadora do cardgame desde 2015, Nay afirma que a oportunidade de ser tornar narradora surgiu quando ainda era apenas uma streamer. “Tudo começou quando eu estava streamando e um administrador de uma liga que existia na época, a Panda Gaming, gostou do meu estilo e me perguntou se eu não gostaria de ser comentarista da liga”, lembra. “Eu realmente nunca havia pensado nisso, mas achei uma ótima oportunidade e aceitei.”

No mês seguinte, Nay conta que foi convidada a fazer a retransmissão do Campeonato Mundial de Hearthstone e acabou chamando a atenção da Blizzard, desenvolvedora do jogo. “Nesse momento, a Blizzard viu meu trabalho e me contratou como caster da Copa América do ano de 2017, e por conta do meu bom desempenho este ano estou lá novamente!”, explica.

“Desde o primeiro momento, agarrei a oportunidade com todas as minhas forças, porque vi que eu amava fazer aquilo, e desde então venho estudando sempre para que consiga demonstrar um crescimento técnico a cada transmissão”, adiciona a narradora.

Para Nay, o estudo é a parte mais importante da profissão. “Eu vivo Hearthstone praticamente 24 horas por dia, sete dias por semana”, revela. “No tempo que não estou streamando, estou assistindo a streams de jogadores profissionais, campeonatos e sempre tentando entender o porquê de cada jogada”.

Nay também explica que costuma fazer estudos do meta, lendo sites especializados e o texto e nomes das cartas. “Por mais bobo que pareça, [isso] é fundamental, pois temos que utilizar os termos em português ao máximo em nossas narrações”, detalha.

A narradora, no entanto, foi além do estudo apenas do jogo. “No ano passado, após participar da minha primeira edição da Copa América, comecei a fazer aulas de conversação em inglês (pensando na minha comunicação com os jogadores de fora), porque muito embora eu entendesse tudo, tinha um pouco de dificuldades em me comunicar, e hoje isto já está sanado. Então, comecei a fazer aulas de espanhol agora em 2018 também com o mesmo objetivo”, afirma.

DESAFIO E DIVERSÃO

Segundo Nay, a parte mais difícil e a mais prazerosa de ser uma narradora são “um mix”. “Toda narração é um desafio, pois o caster tem tanto a função de passar a informação correta quanto é responsável pela imagem do player”, explica.

Sobre a primeira parte, a narradora afirma que tenta ser o mais didática possível para ajudar as pessoas iniciantes que assistem aos campeonatos. Já em relação aos jogadores, Nay revela que sempre tenta ressaltar mais os acertos do que os erros dos competidores, para evitar a criação de uma imagem negativa.

“Eu gosto de desafios, de pensar em tudo isso, fazer tudo ser dinâmico, mas o mais importante de tudo é que eu e meu co-caster se divirta. É o que eu mais gosto!”

Nay aponta que ainda não é possível viver apenas de narrações, pois não há campeonatos o suficiente para isso. “É um complemento de renda, mas meu sonho é que isso tudo se viabilize e que o mercado latino americano seja uma potência em campeonatos também”, afirma.

Enquanto isso, a narradora espera servir de inspiração para outras mulheres que desejam seguir o mesmo caminho. “Acredito que uma trajetória como a que eu estou trilhando possa servir de exemplo e quiçá de inspiração para que qualquer mulher acredite em seus objetivos, sejam eles quais forem”, comenta Nay.

Você pode acompanhar mais o trabalho da Nay no Facebook, YouTube e Twitch.