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paiN deixa passado pra trás e tenta recuperar apoio dos fãs com novas estrelas

Formação que conquistou o primeiro nacional para a paiN, em 2013 paiN Gaming

Toda região do cenário mundial de League of Legends possui uma equipe que se destaca como a mais popular. No Brasil, o posto é ocupado pela paiN Gaming. A organização foi a primeira de grande porte a apostar na modalidade e detém, até o momento, a melhor campanha entre as brasileiras no Campeonato Mundial promovido pela Riot Games. O time, aliás, é também um dos participantes que disputaram todas as etapas do atual Campeonato Brasileiro.

No dia 20 de janeiro, a liga profissional brasileira voltará a ser disputada, e o ESPN Esports Brasil montou uma série de matérias especiais contando a história dos oito times que vão lutar pelo título da primeira etapa do CBLoL de 2018.

A paiN surgiu no competitivo brasileiro como uma equipe de Dota em 2010, e aos poucos foi transformando-se em um clube de esporte eletrônicos. Foi no antigo mod de Warcraft III que o time conquistou os primeiros títulos relevantes. Ao longo dos anos, a organização foi fazendo sucesso também em outras modalidades como Dota 2, CrossFire, Smite e Counter-Strike: Global Offensive.

O primeiro passo dado pelo clube no League of Legends foi a aquisição do elenco que vinha defendendo a exP Games, extinta equipe patrocinada pelo narrador Diego “Toboco” Pereira, em janeiro de 2012. Na formação estava o meio Gabriel “Kami” Santos, jogador que fez história na paiN e está imortalizado como um dos maiores nomes do cenário nacional.

A primeira grande competição que a organização participou foi o Global Challenge da 6ª temporada da Intel Extreme Masters, disputado em São Paulo em fevereiro de 2012. A estreia do time foi com derrota para o antigo Noob da Net, do então Felipe “brTT” Gonçalves - que mais tarde entraria no clube para fazer história. A paiN terminou o torneio na 3ª colocação, com apenas uma vitória em três confrontos.

Também naquele ano, a paiN viria disputar a primeira edição do Campeonato Brasileiro de League of Legends. Com formato bem diferente do atual, o torneio foi disputado dentro da Brasil Game Show e, nele, a equipe com formação um pouco mudada ficou na 3ª colocação. Na estreia, vitória sobre a VerdicT Gaming. Depois, na semifinal, o time acabou perdendo para a vTi Nox, mas se recuperou da eliminação batendo a Insight eSports na disputa pelo 3º lugar.

Muitos jogadores já vestiram a camisa da paiN, inclusive estrangeiros. Logo nos primórdios, a equipe contou com profissionais de fora do país, como o peruano Giovanne "FraGio" Huamán e o equatoriano Roberto "Sogo" Castillo. Num passado recente, o time já foi defendido por dois coreanos, Han "Lactea" Gi-hyeon e Kim "Olleh" Joo-sung, e o francês Hugo "Dioud" Padioleau.

A organização também detém os feitos de ser a primeira a representar o Brasil em um torneio internacional de grande proporção, a Final Mundial da 7ª temporada da Intel Extreme Masters, e a primeira a proporcionar aos jogadores uma gaming house. Além disso, a paiN já venceu duas edições do CBLoL: a de 2013, ainda no formato antigo, e a segunda etapa de 2015.

PAIN NO CBLOL

A paiN não é somente um dos quatro times que disputaram todas as etapas do atual CBLoL já realizadas, mas também uma das duas equipes que chegaram na Fase Eliminatória das seis edições da liga. Apesar de não ter números convincentes, segundo levantamento estatístico feito pelo ESPN Esports Brasil, o clube já disputou duas decisões, tendo vencido uma. Por outro lado, também já correu sério risco de cair para a 2ª divisão.

O desempenho da equipe na etapa inaugural do CBLoL em 2015 foi mediano. A equipe até terminou a Fase de Classificação invicta, mas não da forma que todos desejam: vencendo tudo. Com duas vitórias e cinco empates, a paiN classificou-se para a Fase Eliminatória com a quarta melhor campanha. No mata-mata, apesar da estreia com vitória sobre a Dexterity Team, o clube viu o sonho de ser campeão ruir ao ser derrotado na semifinal pela INTZ. A "redenção" veio com o 3º lugar após triunfo sobre a KaBuM Black.

Para a edição seguinte, a organização só efetuou um mudança na formação ao trocar Whesley “Leko” Holler por Matheus “Mylon” Borges. O ex-Keyd caiu com uma luva no time. Ainda que a equipe tenha terminado a fase regular novamente na 3ª colocação, a paiN subiu no degrau mais alto do pódio após vitórias em sequência sobre INTZ Red, Vivo Keyd e INTZ nos playoffs.

Mas como nem tudo na vida são flores, depois do título a paiN passou por maus bocados na primeira etapa de 2016. Na Fase de Classificação, a equipe fez a quarta melhor campanha, mas na Fase Eliminatória viu o desempenho cair, terminando-a na sexta colocação. Com isso, para manter-se na elite brasileira, o time precisou disputar a Série de Promoção, da qual saiu vencedora contra a Overload, do suporte campeão pela organização três anos antes, Martin "Espeon" Gonçalves.

A paiN só voltou a brigar pelo título da liga profissional brasileira na segunda etapa de 2017. O início não foi bom, com um quarto lugar na Fase de Classificação, mas a equipe cresceu na Fase Eliminatória e chegou à decisão após vitória sobre a INTZ. Entretanto, no confronto valendo o título, o clube não foi capaz de parar a Team oNe e acabou sendo derrotado.

FORMAÇÃO 2018

Pela primeira vez, a paiN disputará uma grande competição de League of Legends sem a presença da maior estrela. Kami não foi inscrito para a primeira etapa deste ano e decidiu afastar-se do competitivo temporariamente. Outro jogador que também deixou o time e o cenário foi o topo Matheus “Mylon” Borges.

O clube investiu alto para repor as importantes peças perdidas. Thiago “TinOwns” Sartori é quem terá a dificil missão de substituir a estrela do time. O jogador foi adquirido em uma troca entre paiN e CNB e-Sports Club, que recebeu o ex-reserva Rafael “Rakin” Knittel.

Já para a rota superior, a organização ousou ao contratar Murilo “Takeshi” Alves. Um dos nomes mais antigos do cenário nacional, o jogador vinha defendendo as cores da Vivo Keyd nos últimos três anos, mas atuando na rota do meio.