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Gerente Geral da Liquid Brasil fala sobre novos times brasileiros 'assim que possível' e planos para fãs

O porta-voz da organização também comentou os próximos objetivos da Cavalaria após a inauguração do centro de operações


Na última terça-feira (2), a Team Liquid anunciou o Alienware Training Facility brasileiro, localizado na cidade de São Paulo, que coloca-se atualmente como o maior centro de treinamentos de esports do ocidente. Mas, como isso afeta a torcida? O ESPN Esports Brasil conversou com Rafael Queiroz, gerente geral da Team Liquid Brasil, para entender os planos da organização para integrar os fãs no dia a dia da organização.

Antes comentando sobre a idealização por trás do ambicioso centro de operações brasileiro, o gerente geral da Liquid Brasil também refletiu sobre como ele abraçará não só os funcionários, mas também os fãs. Uma das grandes cobranças da comunidade, desde a chegada da organização em terras brasileiras, foi uma loja com produtos da Cavalaria.

Não só a Liquid entregou uma virtual, mas, com a novidade, eles trouxeram a primeira loja física do time no mundo inteiro à capital paulista. Com isso, de acordo com Rafa, os torcedores poderão adquirir produtos exclusivos ou que queriam já faz tempo, mas não tinham como trazer do exterior.

“Nós escolhemos o prédio onde a gente tivesse uma área que pudesse ser adaptada para receber os nossos fãs aqui. Podemos criar uma série de ativações diferentes, uma delas obviamente é a loja. Ela vai ter um componente especial, é uma loja conceitual - a primeira do mundo -, onde eles vão poder ver tudo o que vamos lançar, as roupas, alguns produtos que vamos importar e serão exclusivos da loja também. Eles vão ter acesso a produtos que eventualmente eles não tinham online”, conta.

Confira a entrevista na íntegra:

Tomando conhecimento da importância deste apoio da torcida no crescimento da Cavalaria no Brasil, o plano é realmente trazer grandes experiências para a comunidade. Durante a entrevista, Rafael observou sobre como pode trabalhar com parceiros e talentos para trazer uma boa experiência para aqueles que sempre estiveram torcendo pela Liquid.

“Temos essa área também para ajudar nossos parceiros em lançamentos de produtos e criar ativações para que eles funcionem. Obviamente trazer os talentos, para que eles tenham meet & greet e sessões de autógrafos”, comenta o porta-voz. “Até momentos em que eles possam jogar juntos. Temos o rooftop com um restaurante super legal e que podemos criar momentos mais intimistas entre jogadores, talentos e fãs [...] Essa é uma forma de retribuir tudo o que recebemos deles. Toda nossa operação no Brasil é calcada pelo fã”, comenta o porta-voz.

E agora? Quais são os próximos passos?

Quanto mais o ser humano conquista, mais ele quer… e dentro da Liquid não poderia ser diferente. Alcançando um marco gigantesco em sua história ao inaugurar o maior centro de treinamento de esports do ocidente, a pergunta que fica é a de quais serão os próximos passos da organização tanto mundialmente quanto no cenário brasileiro.

Falando pelo cenário no qual atua, Rafael deixa claro que existe um objetivo específico que nunca deixará de acompanhar a Cavalaria em sua caminhada: a vitória. No entanto, ele também revela que além de formar times campeões, a Team Liquid Brasil busca expandir suas equipes verde-amarelas.

“Atleticamente é sempre competir para vencer, nunca vamos perder essa essência. Não obstante somos a organização mais vitoriosa, maior número em premiações e horas assistidas ao redor do mundo. Óbvio que vamos procurar expandir a quantidade de times no Brasil assim que tivermos oportunidade, isso depende de uma série de fatores de mercado. Mas, principalmente, que tenhamos times aqui que tenham condições de competir globalmente em jogos que a gente consiga enxergar caminhos de longo prazo“, observa o gerente.

Quando olhamos para a parte dos negócios, de acordo com Rafa, a organização quer continuar expandindo seu contato com a comunidade brasileira e explorar o caminho que começaram a pavimentar com o novo AWTF. Mostrando para o que veio, a Team Liquid quer colocar-se como uma potência em terras tupiniquins.

“Consolidar isso que estamos fazendo hoje. Demos um passo e falamos: 'Estamos aqui, não somos apenas uma empresa que veio de fora pra de alguma forma inflacionar as redes sociais'. Muito pelo contrário, estamos aqui para fazer parte, se integrar, viver e obviamente crescer a comunidade brasileira como um todo [...] É muito difícil falar de esports daqui dez anos, porque é um mercado que gira e cresce muito de uma forma dinâmica, mas nós viemos para ficar“, conclui Rafael.