Patron comenta retorno do Flamengo Medellin ao LoL e garante foco na torcida: 'São a base de tudo'

O CEO ainda comentou sobre como estar fora da LBFF afeta os planos da organização e os próximos passos no Free Fire


Gerindo o braço de esports de um dos maiores clubes de futebol do país, a Medellin chega em 2023 com o objetivo de colocar o Flamengo de volta no topo do cenário nacional. Acompanhando a inauguração do centro de treinamento em São Paulo, o ESPN Esports Brasil teve a oportunidade de conversar com o Rafael 'Patron', CEO do Flamengo Medellin, para entender os planos da organização em 2023.

Com uma das maiores torcidas no futebol brasileiro, a nova gestão do Flamengo busca integrar ainda mais os fãs Rubro-Negros dentro das atividades da organização, segundo Patron.

Para isso, durante a construção do centro de treinamento, o objetivo já foi levado em conta e resultou na construção de espaços para realização de campeonatos que poderão envolver a torcida de diversas formas.

"Planejamos muito estar próximos dos nossos fãs, eles são a base de tudo, eles que nos fazem estar aqui hoje. Nada mais justo do que retribuirmos para eles tudo o que fazem por nós [...] com o nosso centro de treinamento vamos realizar algumas ações para que a torcida venha conhecer o dia a dia dos nosso atletas", conta.

Como exemplo de seus esforços futuros para integrar a torcida, o CEO da Flamengo Medellin cita a iniciativa 'Pro Player Experience', que visa dar aos fãs um gostinho de como é ser um atleta profissional de esports.

"[Eles] vão vir para São Paulo viver o dia a dia dos nossos atletas, desde dormir na gaming house, tomar o café da manhã, vir pro CT treinar, gravar conteúdo e voltar para casa. Vamos dar essa experiência pra galera que sonham um dia se tornar um profissional já saibam como é a experiência e para que ele também se sinta dentro de casa. Aqui é a nossa casa e da torcida também", adiciona.

E a torcida também será levada como base do clube para outras frentes da gestão, como a entrada em novas modalidades e a permanência em outras.

O Rubro-Negro fora da LBFF: o que muda?

Investindo desde cedo no cenário competitivo de Free Fire, desde a união entre Flamengo Esports e Medellin no fim de 2022 os planos eram de elevar a organização ao mais alto patamar da principal competição nacional: a LBFF.

No entanto, os planos para o Free Fire do Rubro-Negro neste ano mudaram após o anúncio das equipes participantes da liga - que não conta com o clube carioca entre as escolhidas.

Sobre o assunto, Patron comenta sobre como isso afeta o Flamengo Medellín para o resto de 2023.

"Os planos de fato não afeta porque o rubro-negro é muito grande, seja a modalidade que for o Flamengo vai ser sempre o Flamengo. Ficamos um pouco tristes pelo fato de investirmos há muitos anos na modalidade [...] Mas também não é algo que fará com que a gente pare de investir no Free Fire ou deixar de contratar pessoas do cenário", adianta aos torcedores.

"Vamos continuar nossos planos e fazer nosso trabalho, só vai ser uma competição que podemos jogar ou não. É mais triste do que frustrante, fico mais chateado com o momento que o Free Fire tá vivendo do que de fato decepcionado com os nossos planos. O Flamengo é muito maior que qualquer situação desse tipo, então nosso papel aqui hoje é manter a cabeça erguida, seguir nossos planos e quem sabe a Garena resolva mudar de ideia", completa.

Atualmente, o Flamengo Medellin ainda foca seus investimentos no cenário do battle-royale, mas em sua versão para emuladores. A equipe, inclusive, já garantiu um título da King is Bak no ano passado e luta para levar sua primeira conquista do ano.

Novas modalidades e o retorno para o CBLOL

Campeão do CBLOL e tricampeão do Academy - campeonato destino às equipes de base -, o Rubro-Negro foi, nos últimos anos, uma figura carimbada no principal torneio de League of Legends do Brasil e quer voltar a fazer parte do circuito.

Mesmo revelando o interesse de voltar ao LoL, o CEO deixa claro que a organização ainda está analisando as possibilidades, assim como em outras modalidades.

"A princípio buscamos escolher as modalidades principais que a torcida sempre gosta, algumas têm dificuldade maior em entrar por ser circuito fechado (como o CBLOL). Mas já estamos no CS, VALORANT e Free Fire Emulador, e estamos abertos a analisar todas as possibilidades para novas modalidades, principalmente no League of Legends", garante Patron.

Apesar da vontade de expandir as modalidades nas quais o Rubro-Negro atua, Patron revela que a organização será cautelosa. Isso não só para manter os passos alinhados com o clube, mas também para garantir a excelência de seus elencos para "levar o Flamengo para o topo".

"Então pretendemos sim ampliar para outras modalidades, desde que alinhado com o clube e que tenha um time de fato competitivo. Não adianta a gente entrar e ficar lá embaixo, a ideia é entrar, amadurecer e buscar o topo", conclui.