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Diniz vê Vasco superior ao Corinthians, fala em momentos brilhantes e detona arbitragem: 'Estava entrevistando os jogadores'

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Diniz vê temporada do Vasco com 'momentos brilhantes' e detona arbitragem na final da Copa do Brasil: 'Foi terrível' (3:51)

O técnico Fernando Diniz falou em entrevista coletiva após o vice-campeonato da Copa do Brasil (3:51)

Fernando Diniz viu o Vasco ser melhor que o Corinthians nas duas partidas da final da Copa do Brasil, conquistada pelo time paulista neste domingo (21), no Maracanã, após vitória do Timão por 2 a 1. Ao time carioca, na visão do treinador, faltou eficácia.

“Antes de falar da leitura do jogo, queria falar da tristeza que sentimos. É muita dor que estamos sentindo, e eu de maneira especial. A gente jogou para ser campeão. O time tentou, o time lutou. No primeiro tempo o jogo foi um pouco mais equilibrado, tivemos controle da situação. No segundo tempo, quando voltamos bem melhor que o Corinthians, mais perto de fazer, do que tomar, tivemos um descuido de marcação e acabamos tomando o gol”, analisou Diniz após o jogo.

“O time foi valente, insistiu muito. Tirando o placar final do jogo, por qualquer olhar que queira olhar a partida nós fomos superiores ao Corinthians. Tivemos quase o triplo de finalizações, entradas no último terço, escanteios, posse... infelizmente a gente não conseguiu fazer o gol. Fica um sabor de tristeza pela não conquista do título, ao mesmo tempo fica um sinal positivo que o time lutou, representou bem a camisa do Vasco”, completou.

Fernando Diniz também reclamou da arbitragem de Wilton Pereira Sampaio que, na visão do treinador, não deixou a bola correr como deveria em uma final.

“Eu não sabia que tinha sido expulso. Foi isso o que aconteceu. Ele estava mais entrevistando os jogadores do que apitando. Aí ninguém cobra. Eu falei isso para ele, vai estar na súmula, acho que não é mentiroso. Eu falei que não era programa de entrevista o negócio, era para ter jogo. Toda hora ia ter bola parada e ele ficava conversando um minuto. Aí ele deu oito minutos de acréscimo e acha que deu muito. Ele picotou o jogo todo. Não se mexeu para dar um amarelo por cera. Para o futebol a arbitragem dele foi terrível”, comentou.

“Se não tem jogo, para ele é bom, porque tem menos chance de errar. Toda bola parada o Corinthians demorava para bater, aí tinha aquele enrosco na área e ele chamava para conversar. Eu gosto que tenha jogo. Os critérios são totalmente opostos. Se pegar a arbitragem dele e do Claus, contra o Fluminense, parece que apitam em países diferentes. Jeitos de apitar completamente diferentes. Hoje ele não deixou o jogo acontecer”, completou.

Diniz avalia 2025 de ‘momentos brilhantes’ e prevê ‘dificuldade' para 2026

Fernando Diniz termina a temporada de 2025 com o Vasco com um sentimento de tristeza, mas de orgulho por sua equipe ter lutado até o final para conquistar a taça. O treinador quer consistência para a próxima temporada.

“A torcida e o time, neste final (de ano), nesses jogos decisivos da Copa do Brasil, teve uma conexão bastante importante. Torcida e time estão sentindo a mesma coisa. Uma tristeza, mas, ao mesmo tempo, uma coisa positiva de ter lutado. Futebol não é uma ciência”, disse.

“O final de temporada dá um alento para a torcida. Vacilamos em alguns momentos e merecemos ser criticados em momentos da minha passagem aqui, mas tivemos momentos brilhantes. Vitória contra o São Paul no Morumbi, vitória histórica contra o Santos, contra o Inter, sequência de quatro vitórias seguidas e uma derrota em 12 partidas, ter chego na final da Copa do Brasil com um time bastante sólido. A cara que o Vasco tem para o ano que vem é partindo da semifinal e final da Copa do Brasil”, completou.

Falando sobre o 2026 do Vasco, Diniz admite que o clube seguirá com dificuldades para contratar. Com conversas iniciais sobre o planejamento da próxima temporada, o treinador reafirma que a direção de futebol precisará ser assertiva nos reforços.

“A gente não aprofundou muito no tema, mas a gente já conversou alguma coisa para planejar para o ano que vem. Obviamente, o maior ganho é a manutenção da base, e aí depois vemos pontualmente, daquele jeito que vocês sabem que o Vasco tem dificuldade financeira. Não vamos contratar o Vitor Roque por 25 milhões de euros, o Paulinho, vamos tentar fazer alguma coisa como fizemos na janela do meio do ano, onde fomos assertivos, para ajustar o elenco”, disse.

“O que machuca o torcedor é mentira. O cenário de hoje não é pessimista. Fez final de Copa do Brasil, tivemos momentos importantes, estamos nos reconstruindo. Mentir para o torcedor, onerar o clube, fazer dívida, o Vasco está assim por um monte de dívida do passado. O que fere o torcedor é não ter time competitivo. Hoje terminamos com um time competitivo e precisa melhorar dentro da condição. É um cenário real”, completou.

“Precisa ver como vai se provar ano que vem. Não tem dinheiro para contratar jogador por 20 milhões de euros. Se a gente conseguir contratar o Rayan, temos que dar graças a Deus. Se vender, não vamos conseguir contratar outro jogador do mesmo nível. Temos que trabalhar muito, tentar acertar pontualmente em contratações, como fizemos no meio do ano”, finalizou Diniz.