Estou longe de ser um torcedor fanático da Seleção Brasileira.
Mas ficarei imensamente feliz se o time de Carlo Ancelotti conquistar o hexa na Copa do Mundo que começa nesta quinta-feira.
Só que o bom senso mostra que o Brasil campeão agora seria perto de uma zebra.
Pelo menos quatro rivais são melhores (Espanha, França, Portugal, Argentina). O ciclo de preparação foi caótico. Jogadores importantes se machucaram. Ancelotti ainda não encontrou um esquema tático confiável.
A Seleção Brasileira terminar a Copa de 2026 sem o título será o normal.
Anormal será achar que tudo será uma decepção se o hexa não chegar.
Eu só vou lamentar a derrota se o Brasil repetir erros dos últimos 20 anos e não mostrar um caminho para o hexa em 2030.
Nada de morrer com veteranos que não jogam na Seleção como jogam em seus clubes. Nada de fazer todas vontades de Neymar. Nada de ser eliminado por rivais de outra prateleira do futebol, como Bélgica em 2018 e Croácia em 2022.
E o mais importante: o Brasil tem tudo para ser favorito a levar o hexa em 2030.
Para isso, Ancelotti precisa deixar claro que esse caminho começa nesta Copa.
A Seleção precisa de uma ideia de jogo clara. De uma renovação que demora para chegar. O time necessita de novas lideranças. De ousadia.
Se esses sinais forem dados, fico feliz com o Brasil mesmo sem hexa em 2026.
