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OPINIÃO: Para a calçada e o auditório, o nome de Neymar foi gol de Ancelotti

Carlo Ancelotti passou pelo tapete laranja do Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, pouco antes das 5 horas da tarde, cercado por um grupo que mais parecia uma equipe de defesa pessoal com pressa para conduzir seu protegido à segurança. Se não tivesse anunciado o nome de Neymar cerca de uma hora mais tarde, é possível que esse mesmo grupo tivesse dificuldade para retirá-lo do recinto.

É uma brincadeira, claro. Uma brincadeira que revela o fundo verdadeiro das forças que se reuniram, dentro e fora do museu, para torcer pela convocação do astro do Santos para jogar mais uma Copa do Mundo. Por instantes, no auditório, a celebração pela entrada de Neymar na lista final se assemelhou ao que se viu na calçada durante a manhã e o início da tarde, quando uma torcida organizada se formou e cantou, por horas, o nome dele.

Pode parecer lógica a realização de um evento dessa natureza, com convidados do mundo esportivo e de outros setores da indústria do entretenimento, como simples confirmação da convocação do único jogador brasileiro - mesmo hoje, muito distante do que já foi - que justifica uma ocasião como essa. Obrigatório lembrar, porém, que os planos para o espetáculo que se viu na região portuária do Rio de Janeiro nesta segunda-feira (18) foram feitos muito antes do início da "campanha" de Neymar para ir ao Mundial.

Ancelotti comandou o processo de forma impecável. Manteve a coerência em suas declarações públicas sobre a possibilidade de levar Neymar, deixando claro que o debate físico, não o técnico, seria decisivo. Ainda assim, o argumento pode - e certamente será, até a conclusão da participação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, com final feliz ou triste - ser discutido por impor a ausência de um jogador, seja quem for, em plena forma e talvez atuando na elite do futebol mundial.

Pessoas que circulam em diferentes níveis de proximidade a Ancelotti deixaram perceber, nos últimos dias, que o treinador italiano se dedicou a refletir sobre a real condição de controlar o "efeito Neymar" no ambiente da Seleção caso ele não seja titular ou jogue pouco, em quantidade e/ou qualidade. Ao avisar que "o gramado vai dizer", Carletto indica que o tratamento será o mesmo para todos. Não é uma tarefa simples, mesmo para um técnico amplamente elogiado por seu talento para lidar com gente.

Convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo:

GOLEIROS

LATERAIS

ZAGUEIROS

MEIO-CAMPISTAS

ATACANTES

Programação da Seleção Brasileira:

Os jogadores se apresentam à comissão técnica para o início dos treinos daqui uma semana, na Granja Comary, em Teresópolis.

As exceções são os zagueiros Marquinhos e Gabriel Magalhães e o atacante Martinelli, que disputam no próximo sábado (30) a final da Champions League, entre PSG e Arsenal, na cidade de Budapeste. Eles se juntam ao grupo já nos Estados Unidos.

A Seleção passará uma semana no país e fecha a preparação no domingo (31), quando enfrenta o Panamá, no Maracanã, no amistoso de despedida da torcida.

O embarque para a Copa acontece no dia seguinte, no período da tarde.

Já em solo americano, o Brasil terá Nova Jersey como base e fará um último jogo antes da estreia na Copa. Enfrenta o Egito, dia 6, em Cleveland.

Cabeça de chave do Grupo C, o Brasil encara Marrocos (dia 13, em Nova Jersey), Haiti (dia 19, na Filadélfia) e Escócia (dia 24, em Miami).


Próximos jogos da Seleção Brasileira: