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Ancelotti usa Brasil de Parreira e Felipão como exemplo, mas rebate: 'Não gosto que me chamem de retranqueiro'

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Ancelotti quer defesa sólida e relembra Copas do Mundo de 1994 e 2002: 'A história fala muito claro' (1:21)

Treinador da seleção brasileira concedeu entrevista coletiva na véspera do amistoso contra a Croácia em Orlando (1:21)

Carlo Ancelotti tem exemplos a seguir na busca pelo inédito Hexa da seleção brasileira na Copa do Mundo 2026.

Apesar de escalar quatro atacantes desde que chegou ao comando do Brasil, o italiano usa como referências os dois últimos elencos, que, mesmo com estrelas no ataque, se notabilizaram por defesas fortes.

Na entrevista coletiva desta segunda-feira (30), Ancelotti lembrou as conquistas do Tetra em 1994, quando Carlos Alberto Parreira montou uma seleção sólida na defesa, e do Penta em 2002, época em que Luiz Felipe Scolari adotou o esquema com três zagueiros.

"Tem que estar pronto. Os últimos dois Mundiais que o Brasil ganhou por uma fantástica conexão pelo talento e defesa. Felipão usou três zagueiros, Parreira armou um time muito forte em 1994 para aproveitar Romário e Bebeto", disse Carletto, que crê no sucesso defensivo como forma de ganhar a Copa.

"A história fala muito claro: ter talento e defender bem. Jogo ofensivo, estou convencido de que ganha quem sofrer menos gols e não quem faz mais", observou.

O italiano, curiosamente, viu o Brasil ser campeão em 1994 de perto, pois compunha a comissão técnica de Arrigo Sacchi, vice-campeã nos pênaltis na Copa dos Estados Unidos.

De lá para cá, Ancelotti seguiu carreira solo, sempre de sucesso em clubes, como Milan, Chelsea, PSG, Bayern de Munique e, principalmente, Real Madrid.

E, apesar do estilo muitas vezes mais conservador, o treinador tem horror a uma palavra do futebol: "retranca",

"Tive times que fizeram 100 gols em um ano. Não gosto que me chamem de retranqueiro, mas o trabalho defensivo é muito importante", arrematou.

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