Entre as principais surpresas de Carlo Ancelotti para os amistosos contra França e Croácia, na Data Fifa de março, Gabriel Sara festejou a oportunidade de, enfim, vestir a camisa da seleção brasileira principal, ainda que a convocação agora não fosse esperada.
"Foi uma grande surpresa para mim. Se olhar três meses para trás, não imaginaria estar aqui", admitiu o meia revelado pelo São Paulo e hoje no Galatasaray, em entrevista coletiva nesta terça-feira (24), em Orlando, na Flórida.
"Tem um lado bem emocionado meu, de olhar o quanto trabalhou no passado. Mas ao mesmo tempo me sinto muito motivado porque é muito difícil chegar até aqui. É o início de uma trajetória. Espero estar apto e vou dar meu melhor para continuar. É a oportunidade da vida, tem que agarrar com unhas e dentes".
Revelado no São Paulo antes de passar pela Inglaterra e pela Turquia e na Europa, o meia foi chamado para uma posição ainda aberta no grupo que irá à Copa do Mundo. Os amistosos servem para convencer Ancelotti de que merece a vaga, mas o passado também conta.
Sara lembrou das lições de Fernando Diniz no início da carreira, quando enfrentou críticas até se estabelecer no São Paulo e ver a carreira engrenar.
"Diniz é um pai que eu tive, foi extremamente importante no início da minha carreira. Foi quem teve paciência e me ajudou a amadurecer. Acreditou mais em mim do que eu mesmo acreditava. Carrego ele no coração", falou o meia, para depois exaltar a importância do ex-treinador.
"É uma pessoa muito necessária no Brasil. Muitas vezes a gente não dá tempo para o jovem amadurecer e entregar o que pode. Ele é extremamente importante para ajudar nesse processo. Precisamos olhar o futebol de um lado mais humano, com pessoas que têm problemas, dias bons e dias ruins".
De lá para cá, Gabriel Sara mudou de patamar. Virou um atleta mais completo e mais maduro. Apesar da carreira alternativa, o meia garante que tudo foi feito com foco na seleção.
"Cada passo que dei foi para chegar na seleção. Ir para o Norwich é diferente, mas para nós vale o que faz dentro de campo. Uma das conversas que tive com o Gala foi a Champions e a atração que isso seria. Primeiro papo foi de Champions e seleção brasileira, de montar um time competitivo e atrair atenção da seleção. Foi o que aconteceu", disse o meio-campista, que quer uma chance contra França ou Croácia para convencer Ancelotti.
"Jogar o melhor que eu puder. Seleção e futebol é tudo momento, quem estiver melhor, vai. Estou em um momento muito bom e preciso manter o máximo possível. É difícil conquistar uma vaga, então espero continuar mostrando e melhorar meu nível".
"Boa oportunidade de conhecer, estar mais próximo eles. Sempre fui muito curioso para saber o ambiente da seleção, e pelo que vi agora é incrível. A gente tem o trote para passar, mas o pessoal parece muito bacana e aberto".
