Sem mais pendências relacionadas ao patrocínio fechado com a Sadia, como a ESPN revelou nesta sexta-feira (20), a CBF tem agora uma nova prioridade: fechar a renovação com Carlo Ancelotti.
O italiano tem contrato até julho deste ano, mas um acordo apalavrado para permanecer no comando da seleção brasileira por mais quatro anos, até o fim da Copa do Mundo de 2030, algo que o próprio técnico já declarou publicamente que acontecerá.
"Creio que vou renovar com o Brasil por quatro anos. Estou em um trabalho novo, eu gosto muito", disse Carletto em entrevista ao Movistar, divulgada nesta semana.
O acordo entre Ancelotti e a direção da CBF por um novo contrato foi antecipado pela ESPN em dezembro. As partes já trocaram minutas do acordo, que só não está assinado porque a entidade estava debruçada no acordo com a Marfrig, dona da Sadia e nova patrocinadora para a Copa.
O acerto costurado entre direção da CBF e Ancelotti não prevê aumento salarial a ele, já dono do maior valor pago a um treinador da história da seleção: 10 milhões de euros anuais, pouco mais de R$ 5 milhões mensais.
Pelo novo contrato, porém, haverá reajuste aos quatro integrantes da sua comissão técnica: os auxiliares Paul Clement e Francisco Mauri, o preparador físico Mino Fulco e o analista de desempenho Simone Montanaro.
Ancelotti deve assinar o acordo nos próximos dias, com anúncio previsto para acontecer antes de 16 de março, dia da convocação para os amistosos de março, contra França e Croácia, a serem realizados em Boston e Orlando, nos Estados Unidos.
A permanência no comando da seleção dará a Ancelotti a possibilidade de disputar duas Copas consecutivas como técnico do Brasil, algo que aconteceu, por exemplo, com Tite, em 2018 e 2022, e também Telê Santana, em 1982 e 1986, e Zagallo, em 1970 e 1974 (além de 1998).
Outros nomes disputaram duas Copas pela seleção, embora não seguidas. São os casos de Vicente Feola (1958 e 1966), Carlos Alberto Parreira (1994 e 2006) e Luiz Felipe Scolari (2002 e 2014).
