A saída da seleção brasileira quase marcou o fim da carreira de Dorival Júnior como treinador.
Contratado em janeiro de 2024, Dorival foi demitido pela CBF em março do ano passado. Sob seu comando, a seleção teve 58,3% de aproveitamento, com sete vitórias, sete empates e duas derrotas.
O assunto foi abordado no Bola da Vez, que vai ao ar neste sábado (7), às 20h30 (de Brasília). O programa teve Dorival Júnior e seu filho e auxiliar Lucas Silvestre como convidados.
Dorival não escondeu a chateação com as críticas recebidas durante a sua passagem pela seleção brasileira e revelou que colocou a sua capacidade em xeque quando foi demitido.
"A família não queria que ele voltasse a trabalhar", disse Lucas Silvestre.
"No momento da saída, você se questiona 'será que sou isso mesmo que estão falando de mim?'. Porque foi um trabalho de uma reformulação completa e mesmo assim, olhando os últimos resultados da seleção, nosso percentual é o mesmo, é igualzinho o que o professor Ancelotti vem tendo neste momento", comentou Dorival.
"Eu senti muito aquele momento, a forma como foram abordadas (as críticas). Isso machuca um pouco, porque as pessoas esquecem o lado humano do profissional, quase que na sua totalidade, inclusive amigos e ex-companheiros indo para o mesmo caminho. Isso machuca um pouco, porque você não tem uma história que se resume a meses de seleção. Pelo volume de informações que recebia, a maneira que as pessoas colocavam, não foi uma coisa simples, foi muito complicado. Foi desleal e desumano em muitos aspectos", completou.
Uma imagem que marcou a passagem de Dorival Júnior na seleção foi o treinador fora da roda de jogadores antes da disputa de pênaltis contra o Uruguai, na Copa América de 2024. O treinador explicou a situação e desabafou.
"A abordagem que foi feita, a maneira que foi feita. Eu nunca participei de uma roda, no treinamento você define quem serão os batedores. Antes de terminar o jogo, a gente já tinha os nomes. Eu sempre evitei estar em alguma roda, porque eu acho que o atleta está preparado para aquele momento, o momento é dele. Eu quando era jogador, ali era um momento meu, único, eu ficava afastado, imaginando as cobranças que eu tinha feito nos treinamentos. E isso eu levei pra campo. Eu nunca interferi. Exploraram de uma forma muito desleal", disparou.
Pouco depois de deixar a seleção brasileira, Dorival Júnior assumiu o Corinthians, onde está até hoje. Com ele, o Timão conquistou a Copa do Brasil de 2025 e a Supercopa do Brasil de 2026.
