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Sorteio faz Brasil 'reviver' Copa do Mundo de 1998; veja semelhanças e o que aconteceu no Mundial da França

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Definido! Conheça os adversários do Brasil na fase de grupos da Copa do Mundo (0:45)

A Copa do Mundo começa no dia 11 de junho de 2026 (0:45)

O sorteio da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026, realizado pela Fifa nesta sexta-feira (5), em Washington, nos Estados Unidos, fez o Brasil e os torcedores mais saudosistas reviverem o Mundial de 1998. As semelhanças começam já nos adversários da seleção de Carlo Ancelotti.

Cabeça de chave do Grupo C, o Brasil enfrentará Marrocos, Escócia e Haiti, em jogos que acontecem entre os dias 13 e 24 de junho, nos Estados Unidos. A tabela completará, com horários e locais das partidas, será divulgada pela Fifa neste sábado (6).

Os dois primeiros adversários estiveram no caminho da seleção em 1998. À época atual campeã do mundo, pelo título conquistado justamente nos Estados Unidos em 1994, o Brasil fez o jogo de abertura da Copa contra os escoceses, em 10 de junho daquele ano.

César Sampaio, após escanteio cobrado por Bebeto, abriu o placar e fez o primeiro gol daquele Mundial. A Escócia empatou ainda no primeiro tempo com Collins, em cobrança de pênalti. A vitória brasileira saiu graças à gol contra do zagueiro Boyd, após chute de Cafu.

O segundo compromisso da seleção de Zagallo na Copa de 1998 foi contra Marrocos, no confronto que ficou marcado pelo primeiro gol de Ronaldo "Fenômeno" na história do torneio. O camisa 9 abriu placar após belo lançamento de Rivaldo, que ampliou a vitória. O responsável por fechar o triunfo por 3 a 0 foi Bebeto, após assistência de R9.

Haiti ainda não era um país capaz de disputar a Copa naquela época, então aí mora a única diferença. O Brasil de 1998 fechou a campanha da primeira fase contra a Noruega, que surpreendeu os campeões do mundo e venceu por 2 a 1, de virada.

Classificado em primeiro lugar, o time verde e amarelo sofreu no mata-mata, mas passou de fase até chegar à final. Eliminou o Chile nas oitavas de final por 4 a 1, gols de César Sampaio e Ronaldo (dois cada); superou a Dinamarca por 3 a 2 nas quartas (Bebeto e Rivaldo, com dois, decidiram); e tirou a Holanda na semifinal, após 1 a 1 na prorrogação (Ronaldo marcou) e vitória nos pênaltis por 3 a 2, em que brilhou a estrela de Taffarel.

O capítulo final daquela Copa, porém, é de péssimas recordações para os brasileiros. Dona da casa, a França garantiu a melhor atuação de sua história até ali e venceu a decisão por 3 a 0, com dois gols de Zinedine Zidane (ambos de cabeça) e um de Petit, volante que atuou no Arsenal e no Barcelona.

Antes dessa partida, ficou marcado o caso de convulsão de Ronaldo, que passou mal na concentração brasileira horas antes da final e, após ser liberado pelos médicos, atuou os 90 minutos contra a França, embora não tivesse condições de jogo.

Mais de duas décadas depois, o Brasil revive as coincidências, mas deseja que o final seja diferente.