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Romário dá nota 6,5 para Seleção e diz que Brasil ainda não enfrentou grandes desafios com Ancelotti

O trabalho de Ancelotti à frente da seleção brasileira tem sido avaliado por alguns ex-jogadores que já defenderam a Amarelinha. Um deles é Romário, que, em sua coluna no jornal "O Dia", revelou como enxerga o que tem sido feito até aqui e aproveitou para dar uma nota ao desempenho do grupo na última Data FIFA do ano.

“Com Ancelotti, o time oscilou bastante. Fez boas partidas contra o Chile, no Maracanã, e contra a Coreia e o Senegal, mas não foi bem contra Japão e Bolívia. No conjunto da obra até aqui, dou nota 6,5 a 7,0 para o mister italiano. O trabalho dele é bastante promissor, mas ainda não enfrentou grandes seleções e desafios maiores. Se quiser chegar forte em 2026, o Brasil precisa de padrão e de testes pesados”, afirmou o campeão do mundo de 1994.

Romário reconhece que Ancelotti "já deu uma cara ao time", destacando a consolidação de Casemiro e Bruno Guimarães no meio-campo, além de elogiar o surgimento de novas peças ofensivas, especialmente o garoto Estêvão.

“A base do esquema recai na dupla de volantes Casemiro, seu homem de confiança, e Bruno Guimarães, único jogador titular em todos os jogos sob seu comando. A zaga também parece bem encaminhada com Marquinhos, faltando apenas definir seu companheiro no miolo da defesa. As laterais estão em aberto, ainda”, disse ele, prosseguindo:

“Esse moleque joga muito. É o artilheiro da Era Ancelotti, com cinco gols. E gol é o que mais importa para um atacante. Mas, a concorrência é grande. Dos 48 jogadores convocados, 13 foram atacantes. E tem o Raphinha, que deve voltar no próximo ano. Vamos ver como o italiano vai fazer esse encaixe, mas Estevão tem lugar nesse time".

Apesar dos elogios, o ex-jogador tem ressalvas e alerta que o verdadeiro termômetro do trabalho de Carlo Ancelotti ainda está por vir.

“Comandar a Seleção Brasileira é bem diferente do que dirigir um clube. Requer mais jogo de cintura, tem menos tempo para trabalhar, os jogadores se apresentam em condições físicas e técnicas diferentes. Sem dúvida, é o maior desafio da carreira dele”, concluiu.