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Presságio? O que aconteceu com o Brasil classificado em 2º nos últimos 30 anos de Copa América

Na última terça-feira (2), o Brasil levou o empate por 1 a 1 da Colômbia e se classificou em 2º lugar do grupo D da Copa América. Com isso, o time de Dorival Júnior terá que enfrentar o temido Uruguai já nas quartas de final da competição, em Las Vegas.

Classificar como vice-líder não estava nos planos da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), que não queria retornar à "Cidade do Pecado" devido à estrutura precária do campo de treinamento da cidade, como mostrou a ESPN.

No entanto, se for levado em conta o retrospecto das últimas décadas, o 2º lugar não é tão ruim assim...

Nos últimos 30 anos, o Brasil sempre foi campeão quando passou da fase de grupos como vice-líder de sua chave.

Por outro lado, a equipe canarinho terminou sem o troféu mesmo em cinco ocasiões em que se classificou na colocação.

Nas últimas três décadas, aliás, a seleção só foi eliminada na fase de grupos uma vez: na vexaminosa participação na Copa América Centenário, em 2016.

Relembre abaixo:

  • 1995: Líder (vice-campeão)

  • 1997: Líder (campeão)

  • 1999: Líder (campeão)

  • 2001: Líder (eliminado nas quartas)

  • 2004: 2º (campeão)

  • 2007: 2º (campeão)

  • 2011: Líder (eliminado nas quartas)

  • 2015: Líder (eliminado nas quartas)

  • 2016: 3º (eliminado na fase de grupos)

  • 2019: Líder (campeão)

  • 2021: Líder (vice-campeão)


Entre os jogadores do Brasil, porém, o clima foi de lamentação pela classificação em 2º.

Na zona mista do Levi's Stadium, o meia Lucas Paquetá afirmou que o objetivo era conquistar o topo da chave.

''Claro que queríamos classificar em primeiro. Esse sempre vai ser o objetivo da seleção brasileira: mirar o topo e tentar conquistar. Infelizmente não conseguimos, mas o objetivo está aí e estamos classificados'', afirmou.

O volante Andreas Pereira foi outro que admitiu a insatisfação pelo Brasil não ter fechado o grupo no 1º posto.

"A gente queria classificar em primeiro, mas fizemos o que tinha que fazer, não ganhamos por detalhe. Se tivesse o pênalti (em cima de Vinicius Jr.), era 2 a 0. Mas agora nosso foco é no mata-mata. Sabemos que é totalmente diferente, mas vamos analisar para ganhar esse jogo", apontou.

O Brasil agora volta a campo no próximo sábado (6), contra o Uruguai, às 22h (de Brasília), no Allegiant Stadium, em Las Vegas, pelas quartas.

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