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Incomodados com Ednaldo, patrocinadores escrevem cartas para reclamar de gestão da CBF

Ednaldo Rodrigues discursa na sede da CBF Lucas Figueiredo / CBF

A crise política pela qual passa a CBF em tempos recentes ganhou um novo capítulo nos bastidores, com a participação dos principais patrocinadores da seleção brasileira posicionando-se contra a administração de Ednaldo Rodrigues.

Como publicado inicialmente pelo ge e confirmado pela ESPN, Itaú Unibanco, Mastercard e Vivo enviaram cartas conjuntas à confederação para expressar insatisfação com o modelo de gestão praticado por Ednaldo, que foi afastado do cargo de presidente na quinta-feira passada (7), após decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Além das três marcas citadas, a Nike também se posicionou de maneira contrária à administração atual da CBF, com o envio de uma carta privada. Todas as marcas enxergam que a entidade tem apresentado falhas em organizações de evento, como a do clássico entre Brasil e Argentina, no Maracanã.

As reclamações vão além e apenas refletem um desgaste que acontece há tempos e tem a ver com aspectos financeiros também. Executivos do Itaú demonstraram incômodo ao saber que a Vivo havia renovado seu contrato como patrocinadora da seleção pela metade do valor, enquanto o banco ainda mantinha o acordo antigo.

Nos bastidores, todas essas marcas preferem uma troca no comando, o que possivelmente ocorrerá nos próximos dias.

Com o afastamento de Ednaldo Rodrigues via Justiça, quem assume o comando da CBF de maneira interina é José Perdiz, atual presidente do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva). No caráter de interventor, tem prazo de até 30 dias para conduzir uma nova eleição presidencial.

A decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro cabe recurso, o que a CBF fará, em Brasília, para tentar derrubar a decisão e manter Ednaldo como presidente.