<
>

Diniz assume culpa por derrota, revela como vai 'recuperar' Brasil e dispara: 'Não é porque faltou o Neymar'

Nesta terça-feira (17), o Brasil foi derrotado por 2 a 0 pelo Uruguai, no Estádio Centenário, em Montevidéu, e voltou a perder depois de mais de 8 anos um jogo pelas eliminatórias sul-americanas. Após o revés, o técnico Fernando Diniz analisou o desempenho da Amarelinha e assumiu total responsabilidade pelo resultado.

O comandante da seleção também descartou que a ausência de Neymar, que deixou o campo machucado, em boa parte do jogo tenha sido o principal motivo para o desempenho abaixo da equipe.

"A gente tem uma certa tendência a fazer análises mais simples para problemas mais complexos. Se você tivesse razão, com o Neymar teria tido muita profundidade e chances criadas, mas não foi o que aconteceu. No segundo tempo a gente foi até levemente melhor do que no primeiro tempo. O time como um todo não foi bem na parte da criação. Faltou articulação não por causa de um jogador ou outro, faltou articulação porque o time não soube construir. Nesse sentido, o principal responsável sou eu. Não é porque faltou o Neymar. A gente nem conseguiu finalizar no primeiro tempo. O time do Uruguai também pouco criou, foi um jogo muito amarrado. Tomamos dois gols de falhas que a gente não pode cometer, dois gols de arremesso lateral. Não foi um bom jogo do Brasil e o responsável maior sou eu mesmo", começou por dizer.

"De fato a gente tem a melhor matéria-prima à disposição. Não é que as ideias não aconteceram, a gente não teve a agressividade necessária no primeiro tempo. O Uruguai marca num bloco médio alto e tirou nossa posse. A gente até teve posse, controle do jogo, que era uma coisa importante, mas sem ter profundidade. Faltou arriscar mais, ser agressivo, incisivo, principalmente na primeira parte da construção, com os zagueiros para empurrar o time do Uruguai para trás. A gente teria tido mais sucesso. A marcação foi boa, em linha alta ou média, não oferecemos quase nada ao Uruguai. Tínhamos que ser mais agressivos no primeiro tempo, ter mais contundência, jogo longo. Essa sensibilidade a gente adquire com o tempo e o trabalho, dentro das características dos jogos. Não acho que as ideias não estão sendo implementadas, elas vão crescendo com o tempo. São momentos importantes para aprender e melhorar, para na próxima ocasião ter um time mais acertado", prosseguiu.

"Se fosse para fazer algo desse tipo, nem teria aceitado o cargo. Eles treinaram muito melhor do que conseguiram jogar hoje. Quando acontece o que aconteceu hoje, com uma falha muito grave na criação, o principal responsável é o treinador. Não é ficar culpando A ou B, que faltou articulação. Faltou fazer o que a gente treinou, ter mais agressividade para fazer um jogo melhor do que foi feito."

Diniz também afirmou qual caminho vai seguir para tentar tirar a seleção brasileira da atual situação, uma vez que o time vem de dois tropeços seguidos nas eliminatórias.

"Vivo futebol 24 horas por dia e vou estudar o jogo com profundidade para a gente melhorar. Tem coisas fáceis de enxergar, que já vi durante o jogo, e outras que vamos analisar. Não tem uma coisa extremamente negativa ou agressiva, tudo faz parte do processo. É uma coisa que a gente não quer que aconteça, fazer uma partida ruim, mas é assim que a gente melhora. Nessas horas, os bons times e as boas pessoas melhoram mais, quando a gente está na descida. A gente desceu hoje, obviamente, tem que saber sofrer e melhorar nesses momentos."

No Centenário, o Uruguai abriu o placar com Darwin Núñez, no fim do primeiro tempo. Na etapa final, o atacante do Liverpool ainda deu assistência para a Celeste fechar o placar com De La Cruz.

Próximos jogos do Brasil: