Ramon Menezes será o técnico da seleção brasileira no amistoso contra o Marrocos no próximo sábado (25) de forma interina, mas a CBF vem buscando, nas últimas semanas, um substituto para Tite.
O desejo de muitas pessoas para o cargo é Pep Guardiola. Mas a possibilidade não parece real. Em entrevista coletiva nesta terça-feira (21), Ederson revelou que o técnico do Manchester City rechaçou a ideia de poder comandar a Canarinho.
"Eu cheguei a comentar e brincar com ele [Guardiola], mas ele falou que não tem possibilidade (de assumir a seleção brasileira), porque ele tem contrato com o City. Inclusive, há pouco tempo ele renovou por duas temporadas. Então, ele falou que não tem hipótese alguma", disse.
Em um exercício de imaginação, Ederson ainda apontou que, caso Guardiola assumisse a seleção, precisaria de tempo e paciência para desenvolver seu trabalho.
"Primeiramente, eu acho que ele precisaria de tempo, porque todo treinador tem que ter seu tempo para colocar suas ideias em prática, e isso requer tempo. Isso aconteceu com ele no City e acontece com vários treinadores. Eles precisam de tempo para implementar a ideologia", avaliou.
"Caso ele viesse, ou venha, para a seleção, necessitaria de tempo para colocar todas as ideias dele, a maneira como quer que o time jogue. Isso leva tempo e exige paciência do torcedor e da imprensa. Sabemos que na seleção a cobrança é muito grande e o treinador não tem tempo para treinar. Então, o técnico que chega tem que dar a resposta logo, e isso nem sempre acontece. Mas seria top (Guardiola assumir a seleção)", completou.
Por fim, o goleiro do City revelou estar ansioso com a definição de um novo técnico da seleção brasileira.
"Claro que nós (jogadores) esperamos que anunciem logo esse treinador (do Brasil). Eu também estou ansioso. São muitas especulações, treinadores brasileiros, treinadores estrangeiros... Então, a gente também vive essa fase de ansiedade", finalizou.
