Neymar fará em Brasil x Coreia do Sul na Copa do Mundo seu 11º jogo de mata-mata com a camisa da seleção
Neymar, com seu provável retorno após lesão no tornozelo direito, terá a chance de fazer contra a Coreia do Sul, nas oitavas de final da Copa do Mundo do Qatar, sua 11ª partida de mata-mata desde que chegou à seleção brasileira. Com ele em campo, foram sete vitórias, um empate (com queda nos pênaltis) e duas derrotas até a partida desta segunda-feira (5), às 16h (de Brasília).
Essa história começou na Copa América de 2011, quando Neymar foi titular nas quartas com o Paraguai (0 a 0) e saiu antes da queda nos pênaltis. Na Copa das Confederações, duas vitórias, contra Uruguai e Espanha para ficar com o título. No Mundial de 2014, ele esteve nos triunfos contra Chile e Colômbia, mas depois ficou fora do 7 a 1 contra a Alemanha, lesionado. Em 2018, também na Copa, mais dois duelos decisivos, contra México (2 a 0) e Bélgica (1 a 2). Completam seu histórico os três jogos da reta final da Copa América 2021, vitórias sobre Chile e Peru, derrota para a Argentina.
Nesse período, a seleção principal do Brasil teve jogos de mata-mata em mais três competições, mas não contou com Neymar em campo. O astro ficou de fora das Copas Américas de 2015 (foi suspenso e desfalcou o time na eliminação para o Paraguai nas quartas), 2016 (para ser campeão das Olimpíadas meses depois com o time sub-23) e de 2019 (lesionado antes do título do Brasil).
Mas e quando esteve em campo? Quão decisivo foi o maior craque do Brasil? Para tentar responder, o ESPN.com.br consultou o Trumedia, banco de dados dos canais ESPN, analisando exclusivamente os mata-matas desde 2014 – não há estatísticas disponíveis da Copa América de 2011 e Copa das Confederações 2013.
O jogador mais frequente nesse tipo de partidas no período foi o zagueiro e capitão Thiago Silva, com 12 aparições e exatos 1.110 minutos em campo, seguido por Willian e Roberto Firmino, fora da Copa do Qatar, com oito mata-matas cada. Apesar de menos jogos, Neymar é o segundo com mais minutos na amostragem, com 658.
O tempo em campo reflete também no número de ações com a bola. Neymar é o segundo nesse quesito, com 542 toques, atrás justamente de Thiago Silva, que tem 715.
O camisa 10 é, disparado, o brasileiro que mais criou chances para o time, com 28 no total, média de 4 por partida. Quem mais se aproxima desse número é o lateral-esquerdo Marcelo, com 2,5/jogo.
Em números absolutos, lidera também o Brasil em finalizações a gol, com 26, uma a mais do que Philippe Coutinho. Na média, porém, ele fica atrás do meia, que esteve em seis mata-matas desde 2014. São 3,7 para Neymar contra 4,2 do companheiro que também não está no Qatar. Foi o camisa 10 também quem mais acertou o alvo nessas partidas, com oito chutes certos.
Neymar não é, porém, o artilheiro do período, embora tenha a chance de mudar isso contra a Coreia se balançar as redes. Ele fez apenas um gol, contra o México, nas oitavas de final da Copa de 2018. Contando a Copa das Confederações, porém, ele dobra a marca, já que fez gol na final contra a Espanha em 2013.
Quatro jogadores têm dois gols nos duelos decisivos a partir de 2014: Roberto Firmino, David Luiz, Gabriel Jesus e Lucas Paquetá, esse último o único que também estará em campo nesta segunda. No total, nos mata-matas analisados (sem Copa América 2011 e Confederações 2013), o Brasil tem 15 gols.
Neymar lidera a seleção também em assistências, já que só ele e Gabriel Jesus (cortado por lesão no Qatar) serviram companheiros para marcar mais de uma vez. São duas para cada.
Desde 2014, Neymar tem papel importante também para recuperar bolas para o Brasil. Entre os homens de frente, ele é o segundo melhor no quesito, com média de 5,6 desarmes por jogo, número levemente inferior ao de Oscar, que conseguiu 5,8 quando esteve em campo.
Contra a Coreia, no Estádio 974, é bastante provável que Neymar não esteja 100% fisicamente, após se recuperar de uma lesão ligamentar no tornozelo direito. O técnico Tite, porém, deixou claro, que o astro não seria escalado se não estivesse bem. Condições para decidir, portanto, ele terá – e seu histórico também mostra isso...
