O São Paulo saiu na bronca com a arbitragem de Daiane Muniz na derrota por 2 a 1 para o Palmeiras, neste domingo (1º), que culminou na eliminação do Tricolor do Morumbis. Tudo por conta de um lance envolvendo Gustavo Gómez.
Na ocasião, o jogo estava 1 a 0 para o Verdão, quando Lucas Moura tentou cruzar e viu a bola bater no braço do paraguaio. No entanto, nem Daiane Muniz, responsável pelo jogo, nem o VAR viram irregularidade.
Após a partida, o executivo de futebol do São Paulo, Rui Costa, criticou a arbitragem da partida por ignorar o lance.
"Quero começar essa fala dizendo que nessa semana estive na FPF pra uma reunião técnica e por uma coincidência absoluta a Daiane ficou a minha frente na mesa, nós almoçamos juntos, e eu disse as seguintes palavras para ela 'eu te parabenizo pessoalmente, não porque fui vencedor no jogo contra o Bragantino, mas porque você fez uma arbitragem de Premier League'. Foi a expressão que usei para ela. Uma arbitragem madura, respeitando o time de jogo, e acredito que hoje ela fez algo muito parecido com isso. Portanto, não é uma reclamação que visa atingir uma árbitra que eu, particularmente e todos nós aqui, reconhecemos talvez aquela que seja a que mais tenha evoluído no seu trabalho", disse Rui Costa, para completar.
"Porém, ela não está sozinha. O futebol evoluiu, a dinâmica de jogo evoluiu, e não é possível que o VAR não tenha recomendado que ela pelo menos tivesse o privilégio de verificar cinco vezes, dez vezes, setenta vezes. Nas setenta vezes seria pênalti. E obviamente em um jogo como esse, que se enfrentam duas equipes competentes, em um momento capital, em uma decisão de jogo único, a decisão de arbitragem passa a ser absolutamente relevante. Por isso estamos aqui hoje, porque não podemos aceitar que um jogo importante para nós, nós sabíamos que podíamos chegar à final, sabíamos que podíamos conquistar esse título pro nosso torcedor, não podemos fazer disso algo comum e normal".
Rui Costa ainda foi questionado se a Federação Paulista de Futebol teria informado que a competição teria um VAR 'menos intervencionista'. E negou tal critério.
"Não, de forma alguma, porque isso de alguma maneira prejudicaria o uso da ferramenta. Os dois lances ele tem que intervir. Pra mim, se poderia até discutir ou interpretar o lance do Bobadilla, embora haja o movimento de cotovelo. O lance da mão do zagueiro adversário, a bola bateu no braço e é pênalti", finalizou.
Eliminado, o São Paulo encara a Chapecoense, no próximo dia 12, pelo Brasileirão, no Canindé.
Próximos jogos do São Paulo:
Chapecoense (C): 12/03, 20h (de Brasília) - Brasileirão
Red Bull Bragantino (F): 15/03, 20h30 (de Brasília) - Brasileirão
Atlético-MG (F): 18/03, 20h30 (de Brasília) - Brasileirão
