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2018 Campeonato Paulista, Torneo Paulista 2018 - Temporada Regular
  • Gabriel Barbosa (54')

Com golaço de Gabigol, Santos supera São Paulo dentro do Morumbi

Jogadores do Santos comemoram gol de Gabriel no clássico contra o São Paulo no Morumbi pelo Paulista Gazeta Press

Praticamente na única boa chance criada no ataque durante o clássico, o Santos definiu a vitória contra o São Paulo por 1 a 0, no Morumbi, em São Paulo, na tarde deste domingo. O que, sem exagero, resume bem o sentimento de alivio de muitos santistas e de frustração dos são-paulinos, que jogaram melhor.

O tento do triunfo foi marcado pelo atacante Gabigol aos 8 minutos do segundo tempo, com assistência de Eduardo Sasha. Foi o terceiro dele em três jogos desde que retornou ao Santos. E foi um belo gol no Morumbi, finalizando da entrada da área.

O São Paulo criou bem mais chances durante o jogo - somente no primeiro tempo foram quatro chutes bons de Cueva - e foi mais consistente durante quase todos os 90 minutos, sem tanta oscilição como vinha ocorrendo na atual temporada.

Mas o revés aumentará a pressão. O time tricolor já havia sido derrotado pelo Corinthians por 2 a 1, em 2018.

O Santos, que não teve uma atuação de encher os olhos em 2018, conseguiu fazer o que mais precisava: o resultado. No único clássico que fez no ano foi derrotado pelo Palmeiras por 2 a 1.

O São Paulo tem novo compromisso na próxima quarta-feira diante do Ituano, em Itu, em jogo recuperado pela sétima rodada do Campeonato Paulista. Já Santos jogará apenas no dia 25 (domingo) contra o Santo André, na Vila Belmiro, pela nona rodada do Estadual.

NOVIDADES NA ESCALAÇÕES

O time tricolor foi escalado com duas novidades. A primeira foi Arboleda titular. Ele não havia jogado antes porque estava se recuperando de uma lesão muscular e ficou com a vaga de Anderson Martins, que sentiu uma mialgia na região dorsal na véspera do duelo e foi cortado. A outra mudança foi Bruno Alves na vaga de Rodrigo Caio, suspenso por ter levado o terceiro cartão amarelo diante do Bragantino.

No Santos, a surpresa foi a escalação de Jean Mota como titular na lateral esquerda (antes ele vinha atuando como meia). Assim, Caju ficou no banco de reservas e Romário nem sequer foi relacionado para o duelo. Na zaga, Gustavo Henrique e Lucas Veríssimo formaram a dupla, uma vez que David Braz cumpriu suspensão por cartão amarelo.

JOGO DE UM TIME SÓ

O São Paulo iniciou o clássico como não havia feito até então na temporada. Isto é, marcando já no campo de ataque, a equipe criou as principais jogadas pelo centro e acionou os alas quando precisou abrir espaço. Uma verdadeira blitz.

Foram nove finalizações, sendo três no alvo (todas defendidas por Vanderlei).

O time tricolor ainda repetiu uma de suas melhores características: a troca de passes. Foram 192, com taxa de 85% de acerto. Dessa vez aliou a facilidade de trocar passes com a velocidade, o que explica a forma como conseguiu envolver o Santos no campo de ataque.

O destaque do São Paulo foi o meia Cueva. Ele finalizou quatro vezes e deu assistências para Petros e Marcos Guilherme chutarem.

A equipe visitante ficou a maior parte dos 45 iniciais no campo de defesa e no meio de campo. Poucas vezes conseguiu organizar boas jogadas ofensivas. Menos vezes ainda conseguiu ficar perto de marcar. Foram apenas três finalizações, nenhuma delas no alvo.

O atacante Gabigol, principal jogador ofensivo do Santos, ficou muito isolado. Foi presa fácil para os marcadores. Não se destacou e chegou a reclamar disso na ida ao intervalo após a conclusão do primeiro tempo. "Falta alguém se aproximar mais, trabalhar as jogadas e dar opções".

OUTRO JOGO

O São Paulo iniciou a etapa final repetindo o que tinha feitos bem nos 45 iniciais. E até teve uma boa chance de abrir o placar em chute de Bruno Alves, aos 4 minutos. O lance exigiu uma boa defesa de Vanderlei. Mas o dono da casa recebeu um banho de água fria logo depois.

Gabigol, que havia se queixado por estar muito sozinho no ataque, fez um golaço aos 8 minutos. E foi graças a uma jogada coletiva. Eduardo Sasha foi lançado por Jean Mota no lado direito do ataque. Ao receber a bola, achou o atacante na risca de entrada da área. Tocou e viu o companheiro dominar e bater com categoria ao gol.

Depois de levar o tento, o São Paulo conheceu seus primeiros minutos de turbulência no clássico. Passou a errar passes, dar espaços e levar perigo. Tudo isso fez a torcida gritar o nome de Valdívia, que estava no banco de reservas. Dorival atendeu aos 18 minutos.

Depois, o treinador tricolor mexeu mais duas vezes. Tirou Cueva e Diego Souza e colocou Brenner e Tréllez, respectivamente. Jair Ventura também mexeu no Santos. Colocou Arthur Gomes no lugar de Eduardo Sasha. Um atacante para ajudar mais na marcação.

O que se viu na segunda metade do jogo foi o São Paulo pressionando e o Santos se defendendo, deixando até de explorar o contra-ataque. Em alguns momentos a torcida tricolor mostrou impaciência e vaio o time no final.