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Real Madrid pode ter calendário insano com mais de seis partidas por mês; veja

Carlo Ancelotti durante entrevista coletiva do Real Madrid na Champions League EFE/EPA/ANNA SZILAGYI

Com temporada iniciando apenas em 14 de agosto, o Real Madrid já possui motivos para se preocupar. Presente na disputa de sete torneios em 2024/25, o time merengue corre o risco de atuar em 72 jogos em menos de um ano.

Com a chegada do novo Mundial de Clubes da Fifa e ampliação da Champions League, os espanhóis podem ter um acréscimo de dez partidas em seu calendário caso avancem para a final de todos os torneios que disputarem.

Veja abaixo a distribuição de jogos do Real Madrid em 2024/25:

  • Supercopa da Uefa: 1 jogo

  • LALIGA: 38 jogos

  • Champions League: 17 jogos (+4 jogos)

  • Intercontinental: 1 jogo (+1 jogo)

  • Copa do Rei: 6 jogos

  • Supercopa da Espanha: 2 jogos

  • Mundial de Clubes: 7 jogos (+5 jogos)

Outro acréscimo que a temporada pode sofrer é de dias. Sem o Supermundial, as competições terminariam dia 31 de maio (final da Champions), mas o novo torneio pode prolongar a disputa até 13 de julho, totalizando uma temporada de 334 dias.

O intervalo entre as partidas também seria maior, mudando de um padrão de 4 a 7 dias entre os jogos para 4 a 5 dias.

Jogadores e clubes reclamam de aumento

As alterações vem gerando reclamações dos principais personagens do clube. Capitão e atual campeão da Eurocopa com a Espanha, Carvajal fez duras críticas ao novo regime de partidas.

"Depois dessa temporada (55 jogos, dos quais disputou 41), me sinto com mais energia do que nunca. Mas vendo o que vem no próximo ano, com a Supercopa fora da Espanha, um Mundial de Clubes de um mês fora de casa e mais a Champions... é um calendário inviável e o nível de jogos vai cair, porque é impossível mantê-lo jogando de três em três dias", disse no último dia 4 de julho.

Em novembro de 2023, o técnico Carlo Ancelotti também foi outro a criticar a ampliação do calendário, destacando o risco em que os jogadores estão sendo colocados.

"É insustentável. Os responsáveis devem resolver o assunto com as próprias mãos, mas aqui cada um pensa no que quer: LALIGA, Federação, Uefa, Fifa... e os jogadores não servem para nada. Agora, temos um novo Mundial e uma Champions com mais jogos. Quando a solução para tantas lesões, justamente, deveria ser reduzir os jogos", disse.

Segundo o jornal AS, as reclamações quanto ao aumento de jogos também vem de outros clubes. Chelsea, Bayern de Munique e Atlético de Madrid também estariam indignados com a situação.