Desde quando os números começaram a ser usados nas camisas dos jogadores de futebol, ainda na década de 1920, indicavam as funções em campo e os titulares entre 1 e 11. Com o passar do tempo, essa "regra" se flexibilizou e, atualmente, os atletas escolhem seus números independentemente de posição ou titularidade. No entanto, o passado, mesmo que recente, ainda influencia muitas escolhas.
A semana no Real Madrid começou com o anúncio de que Vinicius Jr. e Rodrygo trocariam, respectivamente, os números 20 e 21 por 7 e 11, disponíveis com as saídas de Eden Hazard e Marco Asensio. Não se passaram 48 horas e as duas camisas antigas dos brasileiros já estavam com novos donos: os recém-chegados Fran García e Brahim Díaz assumiram a numeração.
Já nesta quinta-feira (15) foi a vez do zagueiro reserva Jesús Vallejo perder a camisa 5 por um bom motivo.
"Queria agradecer ao Vallejo por me deixar o 5. Perguntei se ele se importava, ele é uma pessoa incrível. Admiro muito o Zidane e é um número que me inspira. Não quero ser como ele, porque sou diferente, mas estou encantado de levar esse número. É uma honra", explicou Jude Bellingham em sua apresentação como madridista, citando a lenda do clube Zinedine Zidane.
Inspiração é uma palavra que ajuda a entender algumas escolhas de camisas. Rodrygo sempre vestiu a 11 na base do Santos e tinha um motivo especial: Neymar. Seu ídolo no time santista já encantava a todos pelos estádios brasileiros com a camisa que um dia foi de Pepe. Atualmente está nas mãos de outra promessa do Peixe, o garoto Ângelo.
Fontes contaram à ESPN que nos bastidores madridistas, porém, Rodrygo já tem tudo certo com seu "pai" no elenco para herdar a camisa 10 - um sonho antigo do jogador, inspirado em Pelé.
Luka Modric costuma se referir ao jovem atacante brasileiro de 22 anos como seu filho, por estar na mesma faixa etária do pai verdadeiro de Rodrygo, Eric Goes. O croata, de 37 anos, deve renovar com o Real Madrid por mais uma temporada, até junho de 2024.
Já Vinicius viveu, nos últimos meses, com mais dúvidas em relação ao seu novo número. Quando chegou no Real Madrid vestiu a camisa 28, depois trocada pela 20. Tornou-se protagonista do time e agora assume, por iniciativa própria e após pensar também na 10 e na 11, a histórica 7, que já passou por alguns dos maiores nomes na história do clube - Cristiano Ronaldo, Raúl González e Emilio Butragueño.
A ideia do ex-jogador do Flamengo ao escolher um número com tanto significado dentro do clube, pelo que apurou a ESPN, é aumentar ainda mais seu elo com o Real Madrid.
Carlo Ancelotti conta atualmente com 22 jogadores no elenco. Entre 1 e 25, estão disponíveis ainda as camisas 14 (desde a saída de Casemiro), a 9 (com a despedida de Karim Benzema), além da própria 25, abandonada por Eduardo Camavinga quando Marcelo liberou a 12.
O atacante Joselu deve ser a próxima contratação do Real Madrid, pensando em composição de elenco. Não é o nove dos sonhos madridistas, afinal de contas, a 9 agora está guardada para Kylian Mbappé ou Harry Kane.
