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Só falar francês no vestiário e regra específica para celulares: novo técnico do PSG explica como funciona cartilha de comportamento

Em entrevista ao jornal Le Parisien, Christophe Galtier detalhou como funcionam algumas de suas regras


Em entrevista ao jornal Le Parisien, o novo técnico do PSG, Christophe Galtier, detalhou algumas regras de sua cartilha de comportamento.

O treinador, que faz sua estreia pelo Paris na Ligue 1 neste sábado (6), às 16h (de Brasília), contra o Clermont, com transmissão ao vivo pela ESPN no Star+, confirmou reportagem publicada na última quinta-feira (4) pelo diário L'Équipe e ratificou que, quando está no vestiário, só fala em francês com seus jogadores.

Galtier negou, porém, qualquer proibição aos atletas de falarem seus idiomas nativos quando conversam entre si.

"Vou falar nesse assunto novamente, porque tudo que ouço sobre o tema me irrita um pouco. Sim, é verdade: quando falo com o grupo, eu só falo em francês. Mas isso não me impede de pedir ao meu estafe que traduza algumas coisas para evitar mal-entendidos", afirmou.

"Mas não há qualquer obrigação de falar francês no vestiário. Aqui, temos jogadores argentinos, portugueses, espanhóis... Por que eles conversariam entre eles em francês? Eu trabalhei fora do país e sei como funciona", seguiu.

"Quando eu encontro um francófono, eu falo com ele em francês. Mas essas obrigações que vocês falam são pura fantasia!", exclamou.

Galtier também comentou sua regra específica sobre uso de celulares durante as refeições da equipe e assegurou que não é tão rígido como o L'Équipe publicou.

"Também li muitas coisas sobre o fato de eu supostamente proibir o uso de celulares na mesa. Isso está errado. Eu só peço (aos atletas) para que deixem no modo silencioso e não atendam ligações enquanto estão na mesa", salientou.

"Mas eu não os proíbo, por exemplo, de assistir a um jogo de futebol ao vivo ou de atender a uma chamada urgente. Nesse caso, só peço a eles para fazerem um sinal e irem a um outro cômodo. Mas não há nenhum problema em atender", complementou.

Por fim, o comandante ressaltou que é bastante rígido com os horários das atividades.

"Temos regras bem estabelecidas para os horários de café da manhã e almoço comunal. Mas não há um policial que fica vigiando quem vem e quem vai. Creio que isso é normal. Passamos muito tempo juntos, em hotéis e no CT, e temos que estabelecer certos princípios para que tudo corra bem", argumentou.

"Então, nossa agenda funciona assim: todo mundo tem que ser pontual, caso contrário surgem incidentes que causam problemas. Por respeito a quem é pontual, eu sou pontual também. Essa é a base das coisas", finalizou.