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Matheus Cunha reflete sobre pressão em atacantes da seleção e desabafa à ESPN: O brasileiro vive disso'

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Matheus Cunha desabafa sobre 'peso' da camisa 9 da seleção brasileira: 'Todo atacante carrega' (3:55)

Atacante falou com exclusividade à ESPN (3:55)

Com três gols e uma assistência nos últimos quatro jogos, Matheus Cunha vive boa fase com a camisa do Wolverhampton, que entra em campo neste domingo (17), às 11h (de Brasília), para enfrentar o West Ham com transmissão pela ESPN no Star+. Para viver o momento atual, no entanto, o atacante de 24 anos passou por muitas críticas, incluindo na seleção brasileira.

Em entrevista exclusiva à ESPN, o jogador exaltou a sequência que tem vivido no clube inglês após o período de adaptação e acredita que ainda tem muito mais margem para evoluir.

"Sem dúvida nenhuma. Temos uma sequência muito boa, ganhando de grandes adversários. Acredito que é meu melhor momento. Todo mundo passa por um período de adaptação e comigo não foi diferente. Cheguei vai fazer um ano ainda, mas parece que estou há muito tempo. Acredito que minha adaptação foi até rápida, seis meses depois, metade da temporada e já estamos chegando em números legais, participações de gols. Mas queremos sempre mais, a gente confia em si e daqui pra frente é melhorar", destacou.

Pressão pela 9 da seleção e ausência em convocação

Se a fase no Wolverhampton é boa, na seleção brasileira a pressão é grande por gols. Após Gabriel Jesus, que fez forte desabafo à ESPN sobre a declaração que gerou polêmica após a derrota para a Argentina, Matheus Cunha também falou sobre o peso que os números trazem para um atacante.

"Sinceramente, tem que pensar bem no que vou falar. Acredito que esse papel de 9 virou muito mais ferrenho ligado ao meu nome depois das Olimpíadas. Todo processo pré e Olímpico eu faço muitos gols e acabo tendo sucesso nos clubes da Alemanha por onde passei. Viram que estava fazendo muitos gols e me colocaram de 9, mas nunca foi uma posição em que eu joguei. Tem um processo de adaptação. O primeiro clube que eu fui comprado pra 9 mesmo foi o Atlético de Madrid, logo após a Olimpíada. Foi um período legal, meu primeiro ano foi muito bom, depois vieram as convocações para seleção", começou por dizer.

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Matheus Cunha diz que vive 'melhor momento' em sua trajetória na Premier League

Atacante do Wolverhampton falou com exclusividade à ESPN

"Basicamente nomearam o número com o nome e virou aquela bola de neve, o brasileiro vive disso. A posição que eu jogo hoje é onde eu mais me encontro, muito mais livre, fazendo gols, dando assistência. Mas esse 9 da seleção é diferente, não só por ter que fazer gol, mas qualquer atacante que joga na seleção carrega um peso gigantesco pelos grandes nomes que já passaram por lá. Alguns conseguem fazer isso com 19, 20 ou qualquer idade precoce, outros com mais tempo. Não adianta sofrer por ansiedade. Espero representar da melhor forma possível", completou.

Presente na convocação para as partidas contra Uruguai e Venezuela, Matheus Cunha ficou de fora dos chamados para os confrontos contra Colômbia e Argentina. No entanto, revelou estar tranquilo e seguirá trabalhando para ter novas oportunidades.

"Foi muito tranquilo. Sou muito ciente de decisões que você não pode controlar. Tem que fazer o que está nas suas mãos, fazer o máximo. Seleção é algo maravilhoso, sempre quis estar lá. Graças a Deus já tive oportunidade, mas é uma competição ferrenha de gente que também merece estar lá. Independente da decisão do treinador, será o que ele acha que é melhor naquele momento para a seleção. É torcer para termos uma seleção do nível que todo mundo quer."