Newcastle enfrenta o Manchester City neste domingo (21), às 12h30 (de Brasília), com transmissão ao vivo pela ESPN no Star+
Neste domingo (21), o Newcastle recebe o Manchester City, às 12h30 (de Brasília), em St. James Park, em jogo pela 3ª rodada da Premier League. A partida terá transmissão ao vivo pela ESPN no Star+.
Comprado na temporada passada pelo Fundo Público de Investimentos da Arábia Saudita, o clube alvinegro passou a ser chamado pela imprensa inglesa de "time mais rico do mundo", já que seus cofres agora são mais largos até mesmo que os dos Citizens, controlados pela QSI (Qatar Sports Investments).
Mas, apesar do dinheiro "infinito", os Magpies vêm sofrendo para contratar reforços de peso por uma série de motivos.
Até o momento, a diretoria alvinegra apresentou os zagueiros Alex Murphy, Charlie McArthur e Sven Botman, os laterais Matt Targett e Jordan Hackett e os goleiros Nick Pope e Jude Smith.
Perto do que se esperava para o "time mais rico do mundo", foram contratações low profile, sem nenhuma "bomba"...
Reportagem publicada nesta semana pelo jornal The Telegraph explicou os principais motivos da "lentidão" do Newcastle em trazer "medalhões", especialmente para o setor ofensivo.
Problemas, problemas, problemas...
De acordo com o diário, o Newcastle, apesar de contar com o aporte do Fundo Público de Investimentos da Arábia Saudita, vê seu mercado da bola "travado" por várias razões.
Uma das principais é o fato da equipe ter terminado apenas em 11º lugar na última temporada, o que significa que o clube não se classificou nem para a Conference League em 2022/23. Com isso, a falta de torneios europeus acaba desmotivando muitos jogadores de peso, que sequer abrem conversas com os alvinegros em caso de interesse.
Outro fator importante é que os Magpies precisam arrecadar mais para conseguirem contratar "medalhões", de forma a não desrespeitarem as regras de fair play financeiro da Uefa.
Explica-se: quando o clube firmou seus contratos de patrocínio atuais, a instituição estava em outro patamar de poder e exposição midiática. Isso quer dizer que os valores estão abaixo do que é necessário para se reforçar com grandes atletas atualmente, o que significa que a diretoria tem que buscar novos patrocinadores ou tentar melhoras nos vínculos vigentes.
Isso é necessário para que o time não gaste mais do que sua arrecadação, que é justamente o que a Uefa veta. Caso contrário, a agremiação pode ser punida com multas pesadas e exclusão de competições europeias.
Por fim, o Newcastle também precisa ampliar seu poder de arrecadação para conseguir ampliar o gasto permitido em massa salarial.
No momento, o maior salário do elenco é o do lateral Kieran Trippier, que ganha 100 mil libras (R$ 621,56 milhões) por semana.
Isso quer dizer que, caso alguém queira jogar pelos alvinegros, terá que se adequar a esse teto, considerado "baixo" para os padrões da Premier League.
E, em caso de empréstimos, a equipe que emprestar muitas vezes terá que topar pagar parte dos vencimentos do jogador, de forma que o Newcastle arque apenas com as 100 mil libras semanais.
Quem o Newcastle já tentou nesta janela?
Ainda segundo The Telegraph, os Magpies iniciraram conversas com o Chelsea e demonstraram interesse na contratação de quatro jogadores dos Blues.
De acordo com o veículo, os alvos são os meias Conor Gallagher e Christian Pulisic, o ponta Callum Hudson-Odoi e o atacante Armando Broja.
O diário apurou que o Newcastle entende que os jogadores são todos vistos como "negociáveis" pela equipe de Londres, seja no caso de venda ou empréstimo.
Recentemente, o Newcastle também tentou tirar o centroavante Alexander Isak da Real Sociedad, mas acabou desistindo após saber as condições do negócio.
O time basco pediu 76 milhões de libras (R$ 472,91 milhões) pelo atleta de 22 anos, que ainda teria que receber um salário de 200 mil libras (R$ 1,244 milhão) por semana para fechar negócio.
Os Magpies ainda levaram um "não" do Watford pelo brasileiro João Pedro, ex-Fluminense, após fazerem oferta de 17,5 milhões de libras (R$ 108,89 milhões).
Antes, o time alvinegro também não conseguiu chegar a um acordo com o Leicester pelo meia James Maddison, apesar de uma oferta de 40 milhões de libras (R$ 248,9 milhões).
Vale lembrar que a janela de transferências na Europa se fecha em 1º de setembro.
