Abel elogia jovens do Palmeiras: 'Ao contrário do nosso rival...'

O técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, concedeu entrevista coletiva após a vitória por 3 a 0 sobre o Flamengo, neste sábado (23), pelo Brasileirão, e voltou a falar sobre a polêmica da não expulsão do volante Pulgar na final da última CONMEBOL Libertadores, em Lima.

Questionado sobre o vermelho direto recebido por Carrascal por falta dura em Murilo, o português voltou a reclamar do fato do chileno não ter sido expulso na decisão continental, já que, na sua visão, os lances foram muito similares.

"Desde que estou aqui há cinco anos, esta liga é super competitiva. Sabemos que vários resultados podem acontecer, cada jogo é uma história diferente. Acho que preparamos bem esse jogo, mesmo no contexto que você falou. Agradeço pela confiança dos jogadores, que acreditam em nosso trabalho mesmo nos momentos difíceis. Eles sabem, tanto eles quanto eu, uma equipe que já ganhou um título, está disputando mais três, vai ter altos e baixos e tem que ser resiliente. Uma equipe como o Palmeiras, quando não ganha, vai ter cobrança, então nós ligamos o modo resiliência, que é algo que eu tenho comigo e se vê nessa equipe", iniciou.

"Foi uma vitória justa. Claro que quando nosso adversário tem um jogador a menos, devido a uma expulsão justíssima, igual poderia ter acontecido na final na Libertadores, não canso de falar isso pois foi um lance exatamente igual... Mas foi uma vitória justa, em um campo difícil, com excelentes jogadores, excelente treinador, um público que incentivou sua equipe do início ao fim", seguiu.

"É difícil jogar aqui, não só pela qualidade do Flamengo, mas pela vibração do estádio. E os nossos torcedores, mesmo em minoria, vieram em poucos, mas super barulhentos. Quando você está no Palmeiras, já me acompanha há muito tempo, há carinho, respeito e admiração grande do treinador para a torcida. Entendo que um ou outro jogo não acontece como queremos, que a cobrança existe, e minha promessa, juntamente com diretoria e jogadores, é sempre fazer o melhor para conseguir entregar o que entregamos há três meses, quando todos estávamos abraçados", prometeu.

"Quando você está invicto há 17 jogos e perde um jogo em casa, as cobranças vêm, mas isso é bom para nosso time, pois no Palmeiras só há uma coisa a fazer: ganhar. Quando não ganha, vai ter cobrança. Tenho muito respeito pela torcida e peço que continuem apoiando. Se estivermos divididos, fica sempre mais difícil", complementou.

Abel também mencionou diretamente o Flamengo ao ser questionado sobre o destaque dados aos atletas formados nas categorias de base pelo Alviverde.

No triunfo de sábado, o Verdão teve o ponta Allan e o lateral Arthur, dois pratas-da-casa, em ótima noite, enquanto, do lado dos cariocas, Evertton Araújo, Lucas Paquetá e Wallace Yan não tiveram jornada feliz.

De acordo com o treinador, o Palmeiras tem a necessidade de explorar sua base, já que não consegue gerar receitas do porte do rival carioca, que possui torcida muito maior e também recebe mais em direitos de TV.

"(Usar a base) É o nosso trabalho. É fruto de um trabalho de preparação da base, todos os treinadores, João Paulo Sampaio, estamos juntos há cinco anos aqui. Todos sabem que o Palmeiras precisa desse tipo de jogadores (da base) na equipe principal, pois a máquina precisa rodar", salientou.

"Esses jogadores são fundamentais, ao contrário do nosso rival, como você estava dizendo, que consegue receitas através da moldura humana que tem... Nós temos que arranjar outras formas de receita, e uma dessas formas é valorizar esses ativos", afirmou.

"É por isso que contamos com o trabalho dos técnicos da base, da comissão principal, do Anderson Barros, que trabalha para organizar a vida desses moleques, que passam a ser conhecidos, passam a ganhar um salário grande, e é preciso ter um controle e uma estabilidade grandes, que o próprio Palmeiras dá. Temos também vários lesionados, eu gosto muito de premiar o trabalho deles, a entrega deles, o trabalho diário", pontuou.

"O Arthur estava conosco desde ano passado. Este ano lesionou-se Piquerez, Jefté também, o Arthur entrou, mostrou maturidade, segurança. É um moleque que tem saída de bola incrível, a precisão de passe dele é muito boa. Estou muito feliz por ele, mas tudo o que ele faz e fez é mérito dele. O Allan a gente já conhecia. Eu não pedi a ele nada diferente do que ele fez hoje, em que fez um magnífico jogo, ao contrário do último jogo em casa, que não saiu nada. É como eu estava dizendo ao seu colega: há dias em que as coisas não saem tanto, outros saem", lembrou.

"São dois moleques que estão de parabéns, mas também porque temos um grupo extraordinário de jogadores mais velhos que os ajudam, como Gómez, Marlon, Andreas, Murilo. O Palmeiras é um dos times mais jovens do Brasileirão, que tem muito presente, muito futuro e muito a evoluir ainda. Esses jogos são bons para nos dar crescimento individual e coletivo", finalizou.

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