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Dudu no Corinthians? Possibilidade citada em conversa gravada com Barros quase virou realidade em 2022

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Ambiente hostil, perda de peso, insônia: Dudu diz à justiça que últimos dias no Palmeiras foram humilhantes (1:14)

As palavras de Dudu aparecem em meio a mais uma manifestação de defesa do jogador em processo movido pela presidente do Palmeiras, Leila Pereira, que move ação contra o atleta por danos morais (1:14)

Adversários nas oitavas da Copa do Brasil 2025, os rivais Palmeiras e Corinthians viveram um "dérbi" fora de campo na reta final de 2022 pelo atacante Dudu.

Segundo diversas fontes ouvidas pela ESPN, o Timão se aproximou do Baixola e de seu estafe nos meses finais daquele ano, quando o atleta vivia "novela" para renovar seu contrato, válido então até dezembro de 2023, no Palestra Itália.

De acordo com uma pessoa diretamente envolvida nas tratativas, foi sinalizado o interesse diretamente a Dudu e seu empresário, André Cury, sobre uma possível ida para o Timão.

A fonte ressaltou que foi dito ao atacante que o clube do Parque São Jorge estava pronto para abrir tratativas mais sérias com ele em caso de não renovação no Palmeiras.

Naquele momento, o Baixola teria vínculo no Verdão apenas até o final de 2023, o que significava que ele estaria apto a assinar um pré-contrato com outro time a partir de julho daquele ano.

No fim das contas, porém, Dudu acabou chegando a um acordo para ampliar seu contrato com o Alviverde em 23 de dezembro de 2022.

Na ocasião, ele assinou até dezembro de 2025, com possibilidade de ficar até 2026 - o que acabou não acontecendo, já que ele rescindiu na virada de 2024 para 2025 e foi para o Cruzeiro após muitas polêmicas.

Segundo outra fonte, Dudu e seu estafe comunicaram a alta cúpula do Corinthians logo após a renovação, encerrando qualquer possibilidade do atleta vestir a camisa alvinegra.

De acordo com pessoas ouvidas pela ESPN, o tom sério da conversa com o Timão é comprovado por uma fala do próprio jogador já em 2024, quando ele vivia seus tempos finais no Verdão.

Em áudio de gravação obtido pela reportagem e revelado na última quarta-feira (30), Dudu conversa com o diretor de futebol do Alviverde, Anderson Barros, e diz que diversos times teriam interesse em seu futebol caso ele não renovasse com o Palmeiras - entre eles, o arquirrival do Parque São Jorge, que é citado nominalmente pelo jogador.

"Para mim, tanto faz renovar (com o Palmeiras) no ano que vem. Se eu não renovar, eu vou sair. Pode ter certeza que, ano que vem, em dezembro, o Cruzeiro vai me querer, o Santos, o Corinthians, quem quer que seja. Time para mim não vai faltar. Eu tenho certeza", disparou, em áudio obtido pela ESPN, cuja transcrição completa por ser lida aqui.

Atualmente, o jogador está no Atlético-MG, com quem assinou em maio deste ano, após outra complicada rescisão no Cruzeiro.

Reta final complicada no Palmeiras

Como também mostrou a ESPN nesta semana, os últimos meses de Dudu no Palmeiras foram para lá de complicados.

Em processo travado na Justiça contra a presidente do Verdão, Leila Pereira, o jogador descreveu seu período final no Palestra Itália como "humilhantes".

Na ação, os advogados do atleta falaram em "esgotamento emocional", alegando que o ponta sofreu com insônia, perda de peso e outros problemas antes de ir para o Cruzeiro.

A reportagem ainda teve acesso à gravação de uma conversa entre Dudu e Anderson Barros, diretor de futebol do Palmeiras, em que eles discutem o futuro do Baixola.

O áudio da conversa é usado pela defesa de Dudu para rebater declarações de Leila dizendo que o atleta teria uma "saída bonita" do Palmeiras caso aceitasse a proposta do Cruzeiro no meio de 2024. Ele reforça no contexto do papo com o diretor que queria, na verdade, seguir na equipe alviverde.

Na ação judicial, que corre na 11ª Vara Cível do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), Leila pede indenização de R$ 500 mil em danos morais do jogador.

Dudu, por sua vez, também pede indenização de R$ 500 mil contra Leila. O caso ainda aguarda decisão do juiz Sérgio Serrano Nunes Filho.

Há ainda um outro processo, este criminal, que corre na 8ª Vara Criminal de Belo Horizonte. Nele, Leila pede que o atleta seja punido com as penas previstas no Código Penal Brasileiro por dois crimes contra a honra: injúria (ofender a dignidade e decoro) e difamação (atribuir fato ofensivo à reputação).

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