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Leila Pereira diz que não foi notificada de processo de Textor e rebate: 'O que disse foi em virtude das palavras dele'

Dono da SAF do Botafogo, John Textor acionou, na última sexta-feira (24), Leila Pereira, presidente do Palmeiras, na Justiça por injúria e difamação. Ele alega que foi ofendido pela empresária em entrevistas concedidas nos dias 7, 8 e 22 de abril deste ano.

A mandatária, no entanto, garantiu nesta segunda, que ainda não foi notificada e aproveitou ainda para explicar os motivos de suas declarações.

''Eu vi pela imprensa, mas não recebi nada... E eu não tenho o que apaziguar. Eu sou Leila tranquila, paz e amor. Eu quero a paz, o melhor para o futebol. O que eu não posso deixar é a gente denegrir o trabalho brilhante de todos nossos profissionais. Eu não posso deixar quem quer que seja é diminuir o trabalho dos nossos atletas e profissionais'', disse Leila após uma reunião na CBF sobre o calendário do Campeonato Brasileiro em virtude das chuvas que afetaram o Rio Grande do Sul.

''O que eu respondi o Textor foram em virtude das palavras dele, colocando em xeque nossos títulos de 2022 e 2023'', completou a presidente.

O que diz o processo

A ESPN teve acesso ao processo. Nele, Textor alega que foi alvo de injúria (ofender a dignidade e o decoro) e difamação (imputar fato ofensivo à reputação) pelas seguintes declarações de Leila:

  • "Eu me nego a conversar com pessoas desequilibradas. Que pra mim, esse presidente do Botafogo, o dono do Botafogo, é um desequilibrado, um irresponsável"

  • "John Textor, quem é John Textor? É a vergonha do futebol brasileiro. É um fanfarrão. Tem que ser punido exemplarmente. Não pode o dono de um clube do tamanho do Botafogo ficar espalhando notícias e falácias sem prova absolutamente nenhuma. O que ele quer dizer? Que o Brasil não é um país sério? Que as autoridades do Brasil não tomam atitude"

  • "Esse senhor, desculpe a expressão, é um idiota. O que esse John Textor está achando é que o Brasil é uma bagunça, que as autoridades não tomam providências nenhuma"

De acordo com os advogados de Textor, as falas da presidente palmeirense tiveram "clara intenção" de "ofender e desqualificar" o dono da SAF botafoguense.

"Não se sabe qual é a verdadeira intenção da Sra. Leila Pereira, se é atrapalhar ou contribuir com o bem-estar do esporte. Porém, é notório que a querelada teve a clara intenção de ofender e desqualificar o querelante perante o grande público, o que não pode passar impune", escreveram.

Na ação, Textor pede que Leila Pereira seja condenada nas penas do artigo 140, por três vezes, e do artigo 139, por duas vezes, ambos na forma do artigo 71, com o aumento de pena previsto no artigo 141, III, todos do Código Penal brasileiro.

Além disso, o empresário exige ainda "a fixação de um valor mínimo de reparação pelos danos sofridos".

O processo corre na 30ª Vara Criminal do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) e será julgado pelo magistrado Marcus Alexandre Manhães Bastos.

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