Palmeiras: Leila Pereira concedeu entrevista ao GE e falou sobre relação com a Puma, finanças e patrocínio da Crefisa
Em entrevista ao GE, a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, falou sobre as recentes polêmicas com a Puma, fornecedora de material esportivo do Verdão desde 2019.
Reportagem do portal UOL afirmou que havia insatisfação do Alviverde com a empresa, e que inclusive teriam sido iniciadas conversas com a Adidas, antiga parceira palestrina, para um retorno.
Leila admitiu que houve ruído com a Puma por causa da falta de camisas nas lojas, mas assegurou que o vínculo entre as partes seguirá em vigor.
"Temos contrato com a Puma até 2024, em vigor. Não se cogitou haver rescisão neste contrato. O que houve, sim, foram várias reclamações dos torcedores de irem às lojas e não encontrarem nossas camisas para comprar. Isto eu acho um absurdo", afirmou a mandatária.
"O Palmeiras em uma fase maravilhosa, onde o torcedor quer ficar mais próximo da ida aos jogos, comprando a camisa. O clube ainda recebe royalties por venda de camisas. Era um prejuízo", seguiu.
"Houve uma reclamação, isto me incomodou demais, chamei o presidente da Puma, conversamos bastante para resolver este problema, em breve teremos outra reunião para mostrar um cronograma para resolver este problema definitivamente", complementou.
A empresária também admitiu que os preços das camisas palestrinas estão muito altos, e disse que tem a ideia da produção de um uniforme "popular".
"(O preço) É outra questão que me incomoda o valor da camisa, falei bastante com a Puma para fazermos uma camisa popular, para que qualquer torcedor possa adquirir", disse.
"Não sei se eu consigo, e a Puma também, reduzir a um valor que o torcedor deseja. Estamos estudando isso. Em contrapartida, temos as camisas licenciadas, com valor muito acessível, que o torcedor pode adquirir, de R$ 50 ou R$ 60. Não conseguimos fazer camisa de jogo por este valor. É algo que incomoda, mas não conseguimos resolver", acrescentou.
Aceitaria outra marca no lugar da Crefisa?
Na entrevista, Leila Pereira também foi perguntada se aceitaria colocar outro patrocinador no lugar da Crefisa na camisa do Palmeiras, caso uma empresa fizesse uma oferta maior do que a da operadora de crédito da qual ela é dona.
A presidente explicou os detalhes do acordo entre Verdão e a empresa e ressaltou que, até o momento, não houve ofertas maiores para trocar as marcas de Crefisa e FAM, faculdade da qual ela também é proprietária.
"Já tivemos propostas. Mas hoje temos um valor de contrato de patrocínio com o futebol que ainda é um valor muito significativo, pode chegar a R$ 120 milhões por ano, dependendo da performance do Palmeiras [são R$ 80 milhões fixos, que podem alcançar R$ 120 milhões de acordo com resultados e títulos]. Se tiver uma empresa que ofereça um valor maior do que a FAM e Crefisa aportam, sem dúvida nenhuma (aceitaria trocar)", discursou.
"O que eu não posso é retirar, por exemplo, a FAM da barra, entrar um aporte do patrocinador, e continuar pagando o mesmo valor. Não está correto. Para um patrocinador entrar, precisaria diminuir o valor que nossas empresas aportam", explicou.
"Isto que às vezes as pessoas não entendem. Que vou continuar pagando R$ 120 milhões, mas tiro a barra e máster para acrescentar. Aí não dá. Quero colaborar com o Palmeiras, mas sou presidente de uma empresa que tem outros diretores. Somos um banco. Existem reguladores que vão me questionar", argumentou.
"Eu tenho contrato até 2024, quando formos renovar o contrato, podemos até conversar sobre novas parcerias. Mas precisam ser significativas para o Palmeiras, levando em conta que nosso patrocínio, na pandemia, com jogos suspensos, com vários meses sem exposição, a Crefisa e a FAM em nenhum momento reduziram o valor investido no Palmeiras. Eu digo que não é um patrocínio, é uma parceira que nossas empresas possuem com o Palmeiras", finalizou.
