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Marcelo revela oferta para jogar com Cristiano Ronaldo, diz que pensou em aposentadoria e explica por que mudou de ideia

Marcelo e Cristiano Ronaldo comemorando título do Mundial de Clubes do Real Madrid de 2017, nos Emirados Árabes Unidos Kaz Photography/Getty Images

Recém-campeão da CONMEBOL Libertadores, Marcelo voltou ao Fluminense após ficar mais de uma década distante do futebol brasileiro, passando por Real Madrid e Olympiacos, na Europa. E a estrela tricolor revelou que, antes da volta ao Brasil, o seu destino poderia ter sido outro.

Em entrevista ao podcast Charla, o vitorioso lateral-esquerdo admitiu ter recebido ofertas de outros clubes. Um deles o Al Nassr, onde a principal estrela é Cristiano Ronaldo, companheiro de longa data na Espanha. Marcelo, inclusive, falou com o astro português sobre a intenção dos árabes de contratá-lo.

O camisa 12 do Flu também admitiu que, antes da volta ao Brasil, cogitou encerrar a carreira. Mas, revelou que o apoio familiar que recebeu, sobretudo de sua esposa, o fizeram repensar sobre a decisão. Além disso, Marcelo também sentiu que era o momento certo de retornar às suas raízes, no Rio de Janeiro.

"A gente (Cristiano Ronaldo) conversou sobre isso há um tempo. Eu tive algumas propostas para sair, não só para lá (Al Nassr), mas eu precisava voltar para cá (para o Brasil), para a minha raiz. Alguma coisa me dizia que eu tinha que voltar", começou por dizer.

"E aí, conversando com a minha esposa, com o meu filho, porque foi bem difícil deixar o Enzo lá em Madri, como ele joga no Real Madrid. É difícil. Não é que ele esteja sozinho, tem gente com ele, óbvio, o meu empresário, que é o meu cunhado, meu amigo de infância, está com ele, o Alex, que trabalha comigo, também. Tem gente com ele, não são os pais. A minha mulher se desdobra para ir para lá (para a Espanha), para ficar com ele uma semana, tem que gravar filme, e aí fica só dois dias. Se não fosse a minha mulher nessa ajuda, acho que eu não viria, não", prosseguiu.

"Encerraria (a carreira). O meu filho pequeno falava 'pai, eu quero te ver jogar na seleção'. Eu falava 'pô, filho, na seleção acho que não vai dar, não (risos), mas ainda vou jogar um pouquinho mais'. A família para mim é a base de tudo, se não fosse a minha família, nesse momento, eu não estaria tranquilo aqui para poder jogar. Meu filho está em Madri, quando eu estava em Xerém, quando desse algum problema, o meu pai, minha mãe e minha avó pegavam o carro e estavam lá em 2 horas. Aqui, não, são 10 horas de avião, o meu filho óbvio que tem problemas como outras no colégio, no treino. É bem difícil. Mas, se eu não tivesse apoio familiar, não iria dar, não", finalizou.

Desde que voltou ao Fluminense, Marcelo disputou 27 partidas e registrou dois gols e uma assistência. Além do título da Libertadores, conquistou o Campeonato Carioca, no primeiro semestre.

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