O Mirassol estreia na CONMEBOL Libertadores nesta quarta-feira (8), às 19h (de Brasília), no Estádio Primeiro de Maio, contra o Lanús. Essa é a primeira vez que o Leão Caipira participa da maior competição do continente.
Quarto colocado no Campeonato Brasileiro do ano passado, o Mirassol está no Grupo G do torneio, ao lado também de LDU (Equador) e Always Ready (Bolívia).
O time do interior de São Paulo se junta a uma lista de respeito que conta com clubes brasileiros de menor expressão que já disputaram a Libertadores. O ESPN.com.br relembra essas participações abaixo.
São Caetano
O São Caetano já participou de três edições da Libertadores. Na primeira, em 2001, o time do ABC Paulista mostrou que podia fazer bonito ao chegar nas oitavas de final, quando foi eliminado pelo Palmeiras – finalista naquele ano.
Na temporada seguinte, o Azulão surpreendeu a todos e chegou na final da competição. Depois de vencer o Olimpia por 1 a 0, no Paraguai, o São Caetano foi derrotado no Pacaembu, por 2 a 1, e perdeu o título nos pênaltis. A equipe ainda voltaria ao torneio em 2004, quando foi eliminado pelo Boca Juniors, nos pênaltis, nas quartas de final.
Guarani
Campeão do Brasileirão de 1978, o Guarani estreou na Libertadores em 1979, quando passou da primeira fase na liderança, em um grupo que tinha o Palmeiras, mas caiu na segunda etapa da competição.
Em seguida, o Bugre só foi voltar a participar do torneio em 1987, parando na primeira fase, e 1988, indo até a segunda, sendo eliminado pelo San Lorenzo, da Argentina. Desde então, o time de Campinas nunca mais disputou a Libertadores.
Chapecoense
Campeã da Sul-Americana em 2016, a Chapecoense disputou sua primeira Libertadores da história em 2017. A equipe de Santa Catarina não avançou da fase de grupos, disputando com Zulia, Lanús e Nacional.
No ano seguinte, de volta à competição continental, a Chape enfrentou novamente o Nacional, do Uruguai, e foi eliminada na segunda fase prévia.
Sport
O Sport já disputou duas edições de Libertadores. A primeira, em 1988, após o título brasileiro de 1987, parou na primeira fase, quando não avançou no grupo que continha Guarani, Alianza Lima (PER) e Universitario (PER).
Já em 2009, após o título da Copa do Brasil de 2008, o Sport foi até as oitavas de final da competição, quando foi eliminado, nos pênaltis, para o Palmeiras.
Criciúma
O Criciúma também já fez história na Libertadores. Em 1992, sob o comando de Levir Culpi, o Tigre passou pela fase de grupos, ao lado do São Paulo, e eliminou o Sporting Cristal, nas oitavas de final.
Nas quartas de final, porém, o Tricolor do Morumbi voltou ao caminho do Criciúma. Depois de uma derrota por 1 a 0 na ida, na capital paulista, o time catarinense ficou no empate em 1 a 1, no Heriberto Hulse, e foi eliminado.
Paulista de Jundiaí
O Paulista de Jundiaí conquistou o direito de disputar a sua primeira Libertadores, em 2006, após o título da Copa do Brasil, em 2005. O time do interior de São Paulo caiu no grupo do El Nacional (VEN), Libertad (PAR) e River Plate (ARG) e não se classificou.
Santo André
Campeão da Copa do Brasil em 2004, o Santo André disputou sua única Libertadores da história em 2005. O time do ABC paulista caiu no grupo do Deportivo Táchira (VEN), Cerro Porteño (PAR) e Palmeiras.
Mesmo com um empate e uma vitória contra o Verdão, o Santo André somou mais duas derrotas e dois empates e foi eliminado da competição antes do mata-mata.
Paysandu
O Paysandu fez história na Libertadores de 2003. Campeão da Copa dos Campeões de 2002, o Papão passou pelo Sporting Cristal (PER), Universidad Católica (CHI) e Cerro Porteño (PAR) na fase de grupos. O penúltimo confronto, contra os paraguaios, ficou marcado por uma goleada por 6 a 2.
Nas oitavas de final, o Paysandu enfrentou o temido Boca Juniors e assustou os argentinos. Na ida, na Bombonera, vitória do time paraense por 1 a 0. Na volta, porém, derrota por 4 a 2 e eliminação no Mangueirão.
Bragantino e América-MG
A edição de 2022 da Libertadores reservou a estreia de mais dois importantes times do futebol brasileiro. Sexto e oitavo colocados do Brasileirão, respectivamente, Bragantino e América-MG disputaram, naquela temporada, suas únicas edições da competição continental até aqui.
O Massa Bruta caiu no grupo de Estudiantes (ARG), Vélez Sarsfield (ARG) e Nacional (URU), e não avançou. Já o Coelho caiu no grupo do Atlético-MG, Tolima (COL) e Independiente del Valle (EQU), e também não se classificou.
Juventude
Campeão da Copa do Brasil de 1999, o Juventude estreou na Libertadores de 2000 cercado de expectativas. O time catarinense caiu no grupo do El Nacional (EQU), The Strongest (BOL) e Palmeiras, campeão da competição no anterior.
Com três derrotas, incluindo um 3 a 0 sofrido para o Verdão de São Paulo, duas vitórias e um empate, o Juventude não conseguiu avançar de fase.
Bangu
Vice-campeão do Campeonato Brasileiro de 1985, para o Coritiba, o Bangu disputou sua única Libertadores da história em 1986. O time carioca, na época presidido por Castor de Andrade, acabou não vencendo na competição – perdeu para Barcelona (EQU), Deportivo Quito (EQU) e Coritiba.
Náutico
Vice-campeão do Brasileirão (Taça Brasil) em 1967, para o Palmeiras, o Náutico participou de sua única edição de Libertadores em 1968. O Timbu caiu no grupo do CD Portugués (VEN), Deportivo Galicia (VEN) e do próprio Verdão.
O Náutico começou sua campanha perdendo para o Palmeiras, empatando com o CD Portugués e sendo derrotado pelo Deportivo Galicia. Depois, mesmo com duas vitórias seguidas e empate contra o Verdão, na última rodada, o Timbu foi eliminado.
