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Ex-Inter de Milão, Daniel Bessa revela que Eto'o foi o jogador que mais o surpreendeu

Samuel Eto'o teve uma passagem brilhante pela Inter de Milão


Há pouco mais de dez anos, a Internazionale virou a grande potência do futebol europeu ao faturar na temporada 2009/2010 a tríplice coroa – Campeonato Italiano, Copa da Itália e Champions League - sob o comando de José Mourinho.

Neste domingo (24), a equipe de Milão fará o clássico contra a Juventus válido pela Serie A, às 15h45 (de Brasília), com transmissão pela ESPN no Star+.

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O brasileiro Daniel Bessa, que estava no processo de transição da base para o profissional da Inter naquela época, treinou muitas vezes com o estrelado elenco que tinha nomes como Julio Cesar, Maicon, Sneijder, Milito, Lúcio e Zanetti.

“Tive contatos com todo eles e pude aprender bastante. No começo eu me emocionei, mas depois fui os conhecendo e consegui realizar meu sonho. O cara que mais me impressionou foi o Samuel Eto’o. Não sei se foi porque naquele ano ele foi trocado pelo Ibrahimovic com o Barcelona, mas em todos os jogos que eu o via e nos treinos que participava ele foi impecável”, contou o jogador, que defende atualmente o Verona, ao ESPN.com.br.

Daniel diz que ficou bastante surpreso com a qualidade do camaronês.

“Eu não esperava porque cresci vendo jogadores foras de série como Ronaldo e Ronaldinho, e o Eto’o me parecia um atacante muito bom, mas simples. Só quando eu o vi fui perceber o quanto é difícil fazer as coisas com simplicidade. Isso mudou meu estilo de ver futebol. Uma coisa é ver na televisão, outra é ver no estádio e estar lado dele dentro de campo”, analisou.

“Ele não errava as finalizações. Era rápido, driblava de forma simples e ninguém o pegava. Ia para os jogos com 80 mil pessoas no estádio e parecia que não tinha ninguém. Não sentia a pressão”, disse.

Daniel virou uma espécie de xodó de Eto’o na Inter, sendo responsável por dar assistências para o atacante durante os treinos de finalização.

“Ele falava: ‘Eu quero aquele brasileiro ali’. E apontava para mim. Eu mandava sempre de 30 a 40 bolas para ele dominar e chutar para o gol. Isso é algo que vou contar para os meus filhos. Um jogador que admirava sabia reconhecer o que eu sabia fazer e gostava de ficar um pouco do tempo dele comigo. Vou levar isso como uma boa lembrança”, comemorou.

Fora de campo, Eto’o era um pouco mais reservado, mas gostava muito da convivência com os brasileiros e até dava alguns “conselhos” curiosos para Daniel.

“Todo dia ele falava brincando: ‘Você não tem que jogar aqui, cara. Na Itália os caras só querem marcar. Vai jogar na Espanha, aqui não entendem nada. Você tem que ir para a Espanha’ (risos). Eu ficava meio tímido porque era menino”, finalizou.