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Yan Couto conta como foi ser cobiçado pelo Bayern, ficar perto do Barcelona e por que escolheu o Manchester City de Guardiola

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Yan Couto conta como foi foi primeiro encontro com Guardiola, que brincou com Gabriel Jesus no Manchester City (0:46)

O lateral-direito, que defende atualmente o Girona-ESP, deu uma entrevista exclusiva ao ESPN.com.br (0:46)

Yan Couto despertou a cobiça de vários clubes da Europa após se destacar no título do Mundial sub-17 de 2019, quando deu a assistência para o gol da vitória na final sobre o México. Antes da competição, ele tinha sido sondado pelo Borussia Dortmund, mas os valores da negociação afastaram os alemães depois da conquista no Brasil.

Barcelona, Bayern de Munique e Manchester City disputaram a contratação do jovem lateral do Coritiba.

O times catalão foi o que mais se aproximou de uma compra por 5 milhões de euros (R$ 31 milhões), mas em março deste ano, o time comandado por Pep Guardiola ofereceu 6 milhões de euros (R$ 37,2 milhões), que pode aumentar para até 12 milhões de euros (R$ 74 milhões) pelos bônus.

"O Bayern tinha a dificuldade da língua e o Manchester City tinha feito uma proposta para eu ser emprestado e não gostei muito. Estava prestes a fechar com o Barcelona, que falou que eu iria para o time principal. Mas o City veio com outra proposta de que eu iria para o time de cima e treinar com o Guardiola. Isso foi bem importante e marcante. Me impressionou bastante. Acho que foi a melhor decisão para mim", disse Yan Couto, ao ESPN.com.br.

Por causa da pandemia de COVID-19, porém, ele não conseguiu viajar para a Inglaterra e fazer a pré-temporada junto com o clube inglês. Por isso, foi emprestado ao Girona, da segunda divisão espanhola, até o fim da competição.

Veja a primeira parte da entrevista Yan Couto:

Começo

Eu comecei no futsal com meu pai no meu colégio e, aos poucos, fui entrando nas competições pelo Coritiba. Aos nove anos, fiz testes e passei no Paraná, Athletico e Coriitba, mas escolhi o Coxa. Fiz essa trajetória na base e, aos 15 anos, fui para seleção pela primeira vez. Cheguei ao profissional por meu esforço. Estreei com a torcida no estádio e realizei um sonho de criança. Fui vendido para Europa e realizei outro sonho.

Maiores ídolos

O Daniel Alves é um grande ídolo pela forma que joga e por tudo que conquistou na carreira. Tem um estilo de jogo muito ofensivo. No momento eu gosto muito do Arnold, do Liverpool, pelas assistências e jeito de jogar. Eu sou bastante ofensivo. São caras que me espelho.

Dificuldades pelo tamanho

Tive uma dificuldade grande no começo porque era baixo e não tinha muita força. Nessa idade, um ano faz muita diferença. Pensei até em parar de jogar porque não ia para os campeonatos e não estava feliz. Minha família foi muito importante para eu seguir treinando. Fui para a Copa Votorantim e logo depois fui chamado para a seleção. Foi um momento bem marcante da minha vida.

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Dois jogos pelo profissional Coritiba

Foi muito legal essa experiência de subir aos profissionais e fazer a pré-temporada. Pude fazer dois jogos no Estadual. Perdi alguns jogos por causa da venda e logo depois teve a pandemia. Foi muito importante esses jogos para realizar meu sonho: jogar pelo clube que eu amo e com a torcida no estádio.

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Mundial sub-17 de 2019

Foi outro sonho ser campeão pela seleção dentro de casa. E isso foi importante para estar onde estou. Fiquei muito feliz em ir ao Mundial porque é uma convocação muito difícil porque são os melhores da sua idade. Perdemos o Reinier e o Talles Magno, mas fizemos uma seleção muito forte. A semifinal contra a França, uma equipe maravilhosa com grandes jogadores, foi o jogo mais difícil. Passamos por muita dificuldade e conseguimos ser campeões e entrar para a história.