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'Talismã' da Parmalat conta como era jogar com Abel e revela por que demorou para reconhecer técnico no Palmeiras: 'Dou risada até hoje'

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Palmeiras: Torcedores 'chocam' Edu de Meneses e exibem tatuagem de Abel Ferreira em lugar inusitado; VEJA (3:01)

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Palmeiras enfrenta o Emelec, nesta quarta-feira (18), às 19h (de Brasília), com transmissão pela ESPN no Star+


Nesta quarta-feira (18), o Palmeiras recebe o Emelec, às 19h (de Brasília), pela 5ª rodada da fase de grupos da Conmebol Libertadores. A partida terá transmissão ao vivo pela ESPN no Star+.

Será mais um desafio para o técnico Abel Ferreira, atual bicampeão da competição sul-americana, que segue empilhando recordes como treinador do Verdão.

Nos tempos de jogador, Abel foi um lateral-direito de qualidade, com passagem de destaque pelo Sporting e também pela seleção de Portugal.

Revelado pelo Penafiel, o hoje comandante do Alviverde jogou também no Vitória de Guimarães, clube no qual teve vários atletas brasileiros como companheiros.

Um deles foi o atacante Maurílio, famoso "talismã" da "era Parmalat", no início dos anos 90, e que fez parte de boa parte dos grandes títulos que o Palmeiras conquistou ao lado da parceira italiana.

Maurílio jogou no Vitória de Guimarães em 2000, após passagem pelo Juventude, e vivenciou a 1ª temporada de Abel Ferreira na equipe alvinegra, já que ele havia acabado de chegar do Penafiel.

"Tive a honra de jogar com o Abel no Vitória. No tempo que atuamos juntos, ele ainda não era o titular da posição, mas já era muito focado, centrado e trabalhador, como é hoje. Tivemos boa amizade", recordou o ex-palestrino, em entrevista ao ESPN.com.br.

De acordo com o "talismã" dos tempos da Parmalat, Ferreira já se destacava como um "treinador em campo" nos tempos de atleta, dando muitas instruções aos companheiros.

"Quando eu cheguei ao Guimarães, já era bem experiente, mas ele tinha só 22 anos, era bem jovem, mas já bastante focado. Sempre foi um cara que treinava muito, e o Paulo Autuori, que era nosso treinador na época, gostava muito dele", rememorou Maurílio.

"Mesmo jovem, o Abel orientava nosso time, gritava sempre: 'Temos que manter o posicionamento'. Era um estudioso do futebol desde aquela época. Como lateral, era um jogador de muita força e mais posicional. Não era um jogador que apoiava muito o ataque, era mais focado na marcação", contou.

Fora das quatro linhas, o português deixava de lado o jeito sério e era bastante divertido, de acordo com Maurílio.

"O Abel sempre teve essa personalidade mais fechada no trabalho. Mas, quando acabavam os jogos e treinos, ele era muito brincalhão fora de campo. É um cara muito carismático. É só ver como todos gostam dele no Palmeiras", apontou.

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'Eu demorei para reconhecê-lo'

Maurílio destaca que a força mental que Abel Ferreira mostrava nos tempos de atleta o acompanhou agora como técnico.

"É o estilo dele desde sempre, a mesma coisa, não mudou nada. Em vários jogos do Palmeiras, eu vejo comentários que estão tentando desestabilizar o foco do time, mas não conseguem. Ele é muito focado, e o Verdão é multicampeão pelo método do Abel, que os jogadores seguem à risca. Ele merece tudo isso e muito mais", exaltou.

"O Abel como treinador me lembra os tempos de jogador. Ele trabalha sempre em cima de cada partida, com jogo posicional, muito tático e metódico. Os jogadores têm que cumprir à risca o plano de jogo, senão não vai acontecer o que ele quer. É por isso que o Palmeiras está bem desse jeito: os jogadores acreditam nele e fazem de tudo para que isso aconteça. Ele tem o time e o comando nas mãos, e isso é importante demais", completou.

Quando Abel Ferreira foi anunciado pelo Verdão, em 30 de outubro de 2020, aliás, Maurílio ficou bastante confuso.

Não por achar que o amigo não tinha condição de comandar o Alviverde, mas sim porque o ex-lateral mudou tanto fisicamente que, aos olhos do ex-atacante, ficou irreconhecível.

"Um fato muito curioso aconteceu comigo e dou risada até hoje (risos). Eu demorei um pouco para reconhecer o Abel quando ele chegou ao Palmeiras, porque ele está muito diferente hoje em relação a quando a gente jogava junto", explicou Maurílio.

"Na minha época, ele era um atleta muito forte, era um 'touro', porque carregava muito peso. Agora, está mais magrinho (risos). A fisionomia está um pouco diferente também. Conforme os jogos foram passando, finalmente percebi que era o mesmo Abel Ferreira com quem eu tinha jogado junto (risos)!", divertiu-se.

Aposentado dos gramados desde 2012, o multicampeão brasileiro e estadual nos tempos da Parmalat tem um desejo: reencontrar o amigo Abel e dar um grande abraço.

"Em Portugal, o pessoal era muito sério, não tinha muita resenha e nem churrasco. Mas, nos almoços, a gente sentava junto. Lembro que ele adorava comer arroz de pato e tomar um Espadachim (risos)", revelou.

"Ainda quero muito reencontrar o Abel para poder dar um grande abraço nele e a gente conversar. Acho que ele não vai lembrar de mim logo de cara, porque eu também mudei bastante (risos). Mas certamente ele vai lembrar dos tempos que jogamos juntos em Guimarães", finalizou.