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'Eu posso fazer o que o Rogério Ceni fez': antes do City, Ederson impressionou técnicos, mas foi 'vetado' de bater faltas

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O incrível aquecimento do goleiro Ederson, do Manchester City, antes dos jogos (0:18)

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Ex-treinador da base do Benfica, Renato Paiva conta como era comandar o goleiro Ederson, atualmente no Manchester City


Atualmente goleiro do Manchester City, que enfrentará o Liverpool, neste domingo (10), às 12h30 (de Brasília) com transmissão pela ESPN no Star+, Ederson saiu do São Paulo ainda na adolescência. No entanto, o Tricolor do Morumbi parece nunca ter saído da cabeça do arqueiro, mesmo quando ele foi para a base do Benfica.

Conhecido pela habilidade com os pés, Ederson fazia questão de falar para todos em Portugal que poderia seguir os passos do ídolo Rogério Ceni.

"Ele tinha características inacreditáveis, com os pés era uma coisa! Eu ficava no meio do campo de um lado e o técnico Bruno Lage do outro, enquanto o Ederson ficava do gol dele batendo na bola com os pés. A gente nem se mexia e ela chegava nas nossas mãos! Isso para um garoto de 16 anos era verdadeiramente inacreditável. A gente até brincava que ele queria ser como o Rogério Ceni batendo faltas", contou Renato Paiva, ex-treinador da base do Benfica e atual comandante do Independiente del Valle, ao ESPN.com.br.

"O Ederson nos dizia: 'Deixa eu bater faltas porque tenho muita qualidade e posso fazer o que o Rogério fez na carreira, de fazer muitos gols de falta'. O técnico Bruno Lage dizia: 'Não pode bater faltas na base'. Mas a verdade é que nos treinos ele batia faltas com muita qualidade. A gente até brincava: 'Isso é uma tentação porque olha a qualidade que ele bate'. Não iríamos fazer isso por perigo de levarmos um contra-ataque ou porque o adversário poderia entender como falta de respeito. Na base nós tínhamos muito cuidado na formação de pessoas e jogadores", contou.

O brasileiro seguiu se destacando na base dos Encarnados até ser emprestado para o profissional do Ribeirão-POR e depois passar três temporadas no Rio Ave-POR até voltar ao Estádio da Luz.

"A qualidade era fora do normal. Era um goleiro muito destemido, forte e tinha uma personalidade muito forte e peculiar. Quando chegou aos juniores, o Benfica resolveu emprestá-lo porque sabia que ele tinha todas as condições necessárias para jogar", contou.

Na temporada 2015/16, Ederson retornou ao Benfica e assumiu a titularidade da equipe principal. Ele era o preferido para ser o goleiro nos Jogos Olímpicos do Rio em 2016, mas não foi liberado pelos portugueses.

Em 2016/17, após disputar 40 partidas e ter se destacado, o arqueiro foi comprado por incríveis 35 milhões de libras (R$ 217 milhões, na cotação atual) pelo Manchester City.

"É um garoto que via-se que ia fazer carreira. Se eu imaginasse que iria chegar a um City, não te diria com certeza, mas notava-se que ia fazer uma carreira como jogador. Ele é um goleiro destemido e muito arrojado. Tanto é que levou uma entrada na cara [do atacante Mané, do Liverpool]", disse Renato, lembrando a fratura que o brasileiro sofreu em 2017.

Desde então, Ederson passou a ser chamado para a seleção principal e já faturou três vezes a Premier League, quatro Copas da Liga e uma Copa da Inglaterra, além do vice na Champions League.